Vai uma bebida aí?

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Em uma semana de emoções exacerbadas, nada melhor do que voltar nossa atenção para temas menos conflituosos. Que tal falarmos do excesso de bebida por exemplo? Uma discussão séria, apesar dos contornos cômicos, ocorreu na sede das Nações Unidas.   

Um diplomata norte-americano levantou a questão, voltando seu comentário não para a saúde pública, mas para o comportamento dos companheiros de seu comitê. Durante sessões para definição de questões administrativas e orçamentárias das Nações Unidas, ele afirma ocorrer um consumo excessivo de bebidas alcoólicas, especialmente em reuniões que se estendem até tarde da noite. Ele sugere, modestamente nas suas palavras, que as salas de reunião sejam declaradas como áreas onde o consumo das bebidas é proibido.  

Talvez até mais curiosa que a própria discussão foi admissão do mesmo diplomata, autor da proposta, do fato de sua delegação já ter aproveitado oportunidades (leia-se: a embriaguez alheia) para chegar a soluções mais vantajosas para seu país. Bom, se alguém um dia já imaginou uma negociação complicada, aparentemente sem solução, fica aí o alerta ou a dica. Cuidado!   

Aproveitando a sugestão, Barack Obama poderia propor uma recepção noturna para discutir o tal abismo fiscal. Quem sabe não surja uma “oportunidade” junto aos republicanos e o presidente não consiga o acordo que ele tanto sonha. Será que atual abordagem adotada, almoços e jantares para complementar as sessões oficiais, poderia descambar para algo daquilo que o diplomata norte-americano denunciou?  

Brincadeiras à parte, há momentos de descontração na diplomacia também. Parece fazer parte do jogo, a despeito dos problemas levantados. Outro momento engraçado foi protagonizado por John Kerry, em visita à França. O secretário de Estado dos EUA começou seu pronunciamento em francês e logo voltou ao inglês, brincando que caso contrário não o deixariam voltar para casa. No final das contas, não é só a bebida que é capaz de acalmar as tensões e diminuir as barreiras.  

Para finalizar, voltamos ao evento da semana. O Council of Foreign Relations, em sua edição de “The World Next Week”, lembrou que na terça-feira, 5 de março, completou-se 60 anos da morte de Joseph Stalin, líder soviético durante a Segunda Guerra Mundial. Em uma coincidência história, Hugo Chávez viu sua vida cessar no mesmo dia, deixando um legado que divide opiniões em calorosos debates.  

Imagem: fonte


Categorias: Política e Política Externa


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