Tragédia nacional, mobilização internacional?

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“Tragédia nacional” foi o modo como Obama caracterizou o tornado que devastou Missouri na última semana. Uma tragédia que demanda uma resposta também de proporções nacionais (ou será que internacionais?) por parte dos Estados Unidos, país que sofre com desastres naturais há décadas.

Sabe-se que a localização geográfica dos Estados Unidos é mais propícia à ocorrência de desastres naturais, mas o impacto destes nos últimos tempos tem surpreendido a todos (veja um interessante “Especial on-line” a respeito neste link). Com o último tornado ocorrido na cidade de Joplin, em Missouri, 2011 já se torna o ano em que mais mortes devido a tornados foram causadas nos Estados Unidos desde que o Serviço Nacional de Meteorologia começou as medições: foram mais de 500 vítimas no total, sendo aproximadamente 140 só da cidade de Joplin (as fotos comparando o “antes” com o “depois” são impressionantes, veja aqui!).

As medidas de socorro a desastres necessárias a este tipo de situação são tomadas pelo governo americano e a população constantemente se mobiliza em apoio ao trabalho voluntário para a reconstrução das cidades destruídas. Ok, mas será que o conhecido ditado “é melhor prevenir do que remediar” não poderia ser aplicado neste caso? De fato, existem ocorrências que são praticamente impossíveis de serem evitadas, mesmo com todas as precauções existentes.

Contudo, pensando a longo prazo, percebe-se que os esforços internacionais na área de Meio Ambiente são extremamente necessários para que as conseqüências negativas gerais das mudanças climáticas sejam evitadas ou, pelo menos, amenizadas. E não é de hoje que os Estados Unidos “desapontam” neste quesito. O que fazer quando os interesses estratégicos suplantam a mobilização ambiental?

Com a proximidade da Cúpula Rio+20 (que ocorrerá no Brasil exatamente 2o anos depois da primeira grande reunião das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a famosa Rio 92), aumentam as perspectivas de maior comprometimento internacional com a causa ambiental, partindo-se do pressuposto de que “prevenir” é, sim, possível (e muito melhor) que “remediar”. Alguém duvida que os esforços de hoje repercutirão diretamente no cenário internacional de amanhã? Resta apenas saber se o apoio dos países à(s) causa(s) ambiental(is) – tantas vezes restrito à retórica – pode se configurar efetivamente em ações para a prevenção de desastres, especialmente diante de acontecimentos tão trágicos e constantes como os tornados nos Estados Unidos nos últimos meses…


Categorias: Estados Unidos, Meio Ambiente


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