Somos todos humanos

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post racismo

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Se a Declaração Universal dos Direitos do Homem fosse respeitada por todos aqueles a quem ela se refere, certamente não teríamos tantos casos de racismo sendo noticiados na mídia internacional ainda hoje.

Às vésperas do maior evento do futebol mundial, temos visto uma série de manifestações racistas no esporte, gerando debate sobre um tema que não deveria nem mais entrar na pauta, já que distinção alguma existe (ou deveria existir) entre os seres humanos.

O jogador da seleção brasileira Daniel Alves, ao comer uma banana que lhe foi lançada em campo durante o importante torneio de futebol espanhol, provocou uma polêmica reação liderada por Neymar (a partir de uma ação de uma agência de publicidade, vale registrar) em que o lema “#somostodosmacacos” rapidamente causou grande repercussão nas redes sociais.

O que aconteceu com Daniel Alves não representa um caso isolado no esporte, mas, muito pelo contrário, infelizmente – e não apenas no futebol – casos semelhantes têm acontecido com frequência no Brasil e no mundo inteiro.

Fato é que o esporte tem um poder de mobilização talvez muito maior que qualquer outra área, e que racismo não é uma problemática que se restringe às quadras e campos, mas que ainda aflige especialmente os mais vulneráveis espaços da sociedade. Merece, portanto, ser combatido não apenas com frases em redes sociais, mas também e principalmente por ações no dia-a-dia.

Em situação internacional emblemática essa semana, a ministra francesa da Justiça não cantou o “A Marselhesa”, o tradicional hino da França, em cerimônia de comemoração da abolição da escravidão no país. A polêmica se alastrou devido à frase do refrão do hino em que se entoa “nossa terra do sangue impuro se saciará”, em alusão às lutas contra exércitos estrangeiros…

Independentemente da situação, vemos que a questão racial ainda persiste como uma fonte de rancor, violência e distinções na sociedade. Campanhas publicitárias representam apenas estratégias para uma reflexão que precisa ser intrínseca a todas e a cada uma das pessoas para que a raça deixe de se tornar critério, razão ou fundamento de qualquer ação ou discussão. Acima de tudo, somos todos humanos.


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