Sempre é tempo de eleição

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Nos Estados Unidos, Obama e Romney fizeram o primeiro debate antes das eleições presidenciais que ocorrerá no próximo mês de Novembro. Na Venezuela, o atual presidente Hugo Chavez encontra, pela primeira vez, um rival de peso, o opositor Henrique Capriles, na disputa por votos. E, no Brasil, teremos novamente processos eleitorais municipais para ver quais prefeitos e vereadores continuarão ou entrarão na política nacional. 

Ontem mesmo ocorreu, na Universidade de Denver, no Colorado, o encontro entre presidenciáveis norte-americanos (a íntegra está disponível aqui). Para quem esperava novidades, nada disso aconteceu. As trocas de farpas e acusações foram, em sua maioria, a respeito da economia interna do país. De um lado, Romney atacava o adversário dizendo que a crise de 2008 ainda não fora resolvida e justificava sua postura republicana defendendo a mínima intervenção do Estado nas questões econômicas. Já Obama, protegia-se, claro, e parece que se saiu melhor. Mesmo com as prévias, o atual presidente lidera as pesquisas. O mais interessante, em momento pontual do debate, foi Obama dizer que já acabou com a guerra no Iraque e fará isso com o Afeganistão. Se for, tem que fazer isso logo, porque os EUA já tiveram imensos prejuízos com ambos os conflitos. 

Chavez se encontra em uma disputa nunca antes vista durante seus últimos catorze anos de governo. Neste caso, como também já se esperava, a querela parece ser mais ideológica. De um lado, o atual presidente foca-se em suas reformas sociais realizadas ao longo dos últimos mandatos. De outro, o opositor Capriles diz que manterá esta postura, mas com um discurso mais neoliberal. Especialistas dizem que a população não está preocupada com as ideias (sejam elas bolivarianas ou liberais), ou seja, querem inclusão social e ponto. Na última edição do periódico “Le Monde Diplomatique” há uma reportagem intitulada “Um chavismo sem Chavez é possível?” (foto), ou seja, novas dúvidas começam a surgir a respeito do legado do atual governante. A eleição dos próximos dias, com toda certeza, será decisiva! 

 

Por fim, no Brasil, não tem muito o que falar. A Ficha Limpa (ou Suja, como quiserem) continua muito bonita na teoria, mas na prática não funciona. As eleições municipais são vitais para o bom funcionamento da federação, mas tudo continua a mesma coisa. Candidatos com nomes hilários, corrupção pra lá e pra cá, adesivos estampados em carros e por aí vai. Só resta esperar e advertir para a importância de quem vai votar. No site “DivulgaCand” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontra-se a lista dos candidatos registrados em todos municípios brasileiros. Entre e veja as propostas!


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