‘Se lasquei’

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Uma das maiores críticas que se fazia ao Bush e aos Estados Unidos era o fato de criticarem a Venezuela, em particular o Chávez, mas alimentarem o capitalismo americano com o petróleo de lá.

Uma das maiores críticas que se faz ao Chávez é que, embora critique o capitalismo americano, boa parte dos petrodólares que alimenta o socialismo do século XXI vem do demoníaco regime do norte.

Pois é. Essa realidade está mudando. As doutrinas de segurança do Bush não levaram os Estados Unidos para um lugar muito privilegiado no mundo hoje. Mas, verdade seja dita: implementaram-se medidas que diminuíram a vulnerabilidade do país. No seu governo, começou uma política de redução da dependência de petróleo, sobretudo de países instáveis como a Venezuela.

É que a segurança internacional não se resume apenas a impedir ataques terroristas e invasões de exércitos alheios. O papel do Estado, na concepção que orientou o governo Bush, é proteger suas fronteiras de tudo que possa ameaçar a vida dos cidadãos. Essas ameaças podem ataques terroristas. Mas pode ser fome (segurança alimentar) ou até mesmo energia (segurança energética). E, convenhamos, energia é fundamental para a manutenção de qualquer país. Que o diga o Brasil quando ficou na mão da Bolívia.

E tudo que os Estados Unidos não querem é ficar na mão da Venezuela. E a política do Bush começou a dar resultados. As importações de hidrocarbonetos chavistas pelos EUA caiu no mês passado aos níveis que estavam em 1991.

A crise pode explicar essa redução. De fato, o consumo de petróleo por lá deve ter diminuído um bocado. Mas a Venezuela também deixou de ser o 3° maior fornecedor dos EUA para ser o 4°. Ou seja, a redução não foi só nominal, foi também proporcional quando comparada os dos outros parceiros (hoje Canadá, Méxido e Arábia Saudita). Isso comprova que não foi só a queda da demanda que afetou a Venezuela.

Só que tudo que o Chávez quer é ter os Estados Unidos na mão de alguma forma. E a dependência energética era muito boa. Dizem algumas teorias de RI que países que mantém uma relação desse tipo não entram em guerra (neste caso, imediatamente a energia é cortada, causando prejuízos irreparáveis).

Tirem suas próprias conclusões. Mas o fato que é as políticas de segurança têm seus méritos.



Categorias: Américas, Estados Unidos


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