Post do Leitor

Post do leitor – William Soares Gonçalves

[Hoje a reflexão fica por conta do nosso leitor William Soares Gonçalves, aluno do1º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Profª. Zeicy Apparecida Nogueira Baptista, em Taboão da Serra/SP. Neste texto, ele discute um tema da área de saúde que chama atenção no debate internacional: a AIDS e suas perspectivas de cura. Confiram o post! Lembrando a todos que, se quiserem escrever para a Página Internacional, basta enviar um texto para [email protected]

O fim está próximo?


O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), como todos sabem, é o vírus transmissor da AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), uma das mais graves doenças sexualmente transmissíveis e tida como incurável, pelo menos até os avanços científicos dos dias de hoje. Com sua descoberta há cerca de 30 anos, o HIV já contaminou mais 60 milhões de pessoas no mundo, vitimando aproximadamente 25 milhões ao longo destes anos, principalmente na África (no Brasil, o Ministério de Saúde estima que entre 490 mil e 530 mil pessoas vivem com HIV). Mas será que estes dados podem parar por aí?

Antes, quando uma pessoa recebia o diagnóstico de AIDS, era como soubesse que morreria em questão de pouco tempo. Porém, com o passar dos anos houve também avanços na medicina e, a partir dos anos 1990, a doença se tornou tratável, apesar de, pelo menos por enquanto, ainda não poder ser não curada.

Contudo, existe uma perspectiva de otimismo com os avanços na medicina e um caso recente, ainda a ser confirmado, de cura “funcional” da doença. Trata-se de uma criança norte-americana recém-nascida. A menina teria tido o tratamento durante 18 meses, até os médicos constatarem que a menina estava curada. Antes desse caso, o único caso raro de cura reconhecido no mundo era o do também norte-americano Timothy Ray Brown após receber transplante de medula óssea de um doador com características genéticas particulares e raras que impediam o vírus HIV de penetrar nas células do corpo.

A ONU tem uma meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de contágios da doença, mas a falta de recursos internacionais e as dificuldades regionais representam ainda grandes dificuldades. Na África, a AIDS já representou em determinados períodos a causa de mais mortes do que conflitos (leia mais aqui). Os números estão mudando, mas o problema ainda é grande.

Se os estudos continuarem, a cura da AIDS pode se tornar uma realidade (apesar de uma cura definitiva ainda ser um objetivo distante), mas devemos pensar que, antes de pensar em tratamento ou cura, o foco em nossa sociedade deve ser a prevenção, fazendo com que, por meio da conscientização geral sobre como evitar o contágio, a ameaça do vírus se torne cada vez menor em meio à população. 


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