Política Internacional fora dos EUA e o esquecimento de todo o resto

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Há pouco tempo atrás cerca de 200 pessoas morreram em protestos e revoltas na província de Xinjang no noroeste Chinês. Durante alguns dias esse era um dos principais tópicos nos principais jornais. Por acaso esse problema acabou?

Claro que a crise em Honduras tomou grandes proporções, mas isso não justifica a mídia global de repente parar de noticiar sobre outros temas. Claro que deve ter ocorrido uma “leve” pressão por parte do governo semi-comunista chinês, mas mesmo assim, é impressionante como o jornalismo internacional troca de crises e prioridades como se trocasse de roupa (e isso inclui os temas abordados nesse blog).

Até mesmo tópicos vitais para a agenda internacional, como o comentado pela Andrea na segunda, foram apenas brevemente ou nem foram mencionados nos principais meios de comunicação. O perfil de uma enorme força internacional militar pode mudar de um dia pro outro, e ninguém parece perceber.

É fácil de compreender porque, pelo menos no Brasil, damos mais atenção à América Latina, por diversas razões como proximidade, grau de relacionamento, parecerias comerciais, etc. Mas outros parceiros importantíssimos são abstraídos regularmente dos noticiários, e não é porque não acontece nada fora do eixo EUA-AL.

Isso ocorre principalmente em relação ao Oriente, que só ouvimos falar quando ocorrem 1- testes nucleares, 2- conflitos, 3- balanços financeiros das grandes empresas lá localizadas. Será que só isso que importa lá? Díficil…

Tem gente que adora uma teoriazinha da conspiração, que acredita que tudo que ouvimos e sabemos é escolhido a dedo por uma sociedade secreta de capitalistas (que se reúnem periodicamente com suas cartolas) . Claro que as coisas não chegam a tanto, mas o que será que leva a esses disturbios de atenção na cobertura das notícias? Essa eu deixo pros comentários.


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