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Conforme prometido, eis aqui a entrevista com a Profa. Dra. Suzeley Kalil Mathias da UNESP. Clique aqui para ver o currículo da Profa. Suzeley.

Clique aqui para baixar e ouvir!

As Relações Internacionais não podem ser vistas apenas “de fora” para “dentro”. O que acontece internamente, dentro de cada país, afeta a sua projeção externa. Por muito tempo, tratou-se o Estado como uma “caixa preta”, no sentido de que o plano interno não faz diferença nas relações internacionais, mas estamos abrindo cada vez mais essa caixa preta. Nesta entrevista, temos a oportunidade de abrir a do Brasil.

Pessoal, estamos diante de “movimentos estranhos” no cenário político nacional. (Sugiro que liguemos o tema com notícias dos escândalos do Congresso, por exemplo) Parece inacreditável, mas as atuais incongruências internas podem comprometer o nosso comportamento lá fora.

Confiram a entrevista para saber o que está em jogo e como isso nos afeta. Não se esqueçam, temos eleições no próximo ano e em quem se vota faz diferença.

Mais uma vez, agradeço à Profa. Suzeley Kalil Mathias e ao Giovanni pela bela entrevista!

PS.: Como as férias na rede pública de ensino foram estendidas, e nossas primeiras entrevistas seriam feitas com os professores da UNESP, talvez na próxima semana o novo modelo de podcasts esteja ameaçado. Talvez…

6 comments
Alcir Candido
Alcir Candido

Giovanni, parabéns pela resposta, muito bom!Luciano, procure um livro chamado "Política" de Aristóteles. Não é como nos livros de história que explicam o que ocorria, mas ele é interessante para se ver como se pensava a política nessa época,é um livro bem fácil de achar,até mais

Giovanni Okado
Giovanni Okado

Bom, vamos às considerações, Luciano.Primeiramente, eu não saberia indicar uma bibliografia específica atinente ao tema, mas posso entrar em contato com a Profa. Suzeley e averiguar se ela teria uma indicação que possa esclarecer suas dúvidas. Ao que me parece, quando a Profa. fez referência que a democracia grega é inversamente proporcional à desigualdade social, acredito que ela está afirmando que, por mais que os cidadãos gregos (sobretudo atenienses) fossem à praça e definissem o rumo de suas pólis (cidades-estados), o próprio conceito de cidadania gera exclusão. Na concepção grega, escravos, mulheres, estrangeiros, dentre outros, não eram tratados como cidadãos. Assim, não podemos pressupor a existência da igualdade no que tange à participação política.Agora, tratemos das perguntas que você faz sobre o Brasil. Na minha opinião, estes "movimentos estranhos" na política nacional afetam o posicionamento no exterior. Ora, em qualquer negociação, sempre se cria a desconfiança frente à instabilidade política, o que pressupõe, por exemplo, que acordos possam não ser cumpridos. Para enaltecer a importância das relações internacionais para o país, cito a pretensão brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança, o envolvimento em diversos grupos de negociação (G-20, G-4, BRICS, etc.), as inúmeras viagens presidenciais (estas, bastante contestadas), dentre outras ações. Um país que historicamente tem buscado a liderança regional e uma projeção externa que o equipare às potências não pode negligenciar à sólida manutenção de um bom relacionamento "lá fora".Não entendi bem a que você faz referência quando aborda a insegurança internacional, mas, se diz respeito aos escândalos no Congresso, eu penso que é relevante e gera essa insegurança. Pois, antes de tudo, os representantes nas Casas Legislativas foram eleitos por nós e qual a nossa sensação quando frustram nossas escolhas? Passamos a desconfiar do futuro e ter a sensação de que tudo é sempre a mesma coisa. É claro que se pode dizer que o povo pouco manifesta, concordo com isso. Mas, ainda assim, chamo a atenção para a falta de credibilidade. Inclusive, por parte de outros países. Para destacar essa questão, dou outro exemplo: quem está procurando investir em Honduras nestes tempos?Bom, essas são minhas opiniões. É melhor para por aqui, senão vira um post (hehehe). Espero ter contribuído para as suas reflexões.Mais uma vez, agradeço por ter levantado essa discussão.

Giovanni Okado
Giovanni Okado

Luciano, assim como o Alcir, eu acabei de ver o seu comentário. Entrei rapidamente. Preparo também uma resposta para amanhã.Desde já, grato pelas considerações.

Alcir Candido
Alcir Candido

Luciano, hoje está meio corrido pra mim (só vi seu comentário agora...)Amanhã preparo uma resposta para o seu comentário,até mais!

Luciano
Luciano

Tem um ponto que gostaria de comentar e ao pedir a referência:Foi dito que os Gregos enxergavam a Democracia inversamente proporcional à Desigualdade Social.Também se falou sobre o drible que Lula deu no seu PT para tomar as direções que tomou.Gostaria de saber como é vista essa mudança de direcinamento de governo (do executivo) por um outro pais? Qual relevância teve e tem para as relações internacionais do BR? Gera insegurança internacional (para o futuro) ou não é tão relevante?Não acompanhei como deveria o Governo Lula, mas, faço essas perguntas porque, pelo que entendi, ele, por um lado, deu o golpe no partido, mas, mesmo assim, direcionou/condicionou o país para a Democracia.O governo Brasileiro é também visto assim por fora?O pedido é: gostaria da referencia bibliográfica, citação, trecho ou qualquer outra coisa sobre a visão dos Gregos do segundo parágrafo dessa postagem. Inclusive, não só dos Gregos, como de outros autores que enchergam a Democracia em relação com a desigualdade social.

Luciano
Luciano

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