Reconhecimento da Página Internacional!

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[Post rápido]

Pessoal, nosso blog tem sido reconhecido!

Esta semana, fomos indicados como uma boa leitura pelo jornalista Ricardo Noblat, de O Globo! (Muito obrigado, Noblat!)

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=dica-de-blog-pagina-internacional&cod_post=159987

Além disso, como pode se ver pelo selo ali do lado, fomos também indicados para a lista dos melhores blogs do Brasil do site vejablog.com.br.

Muito obrigado a todos que têm nos acompanhado e, caso gostem do blog, nos ajudem a divulgá-lo!


Categorias: Post Especial


E agora, José?

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Temos visto recentemente o imbróglio em que se meteu o Brasil por causa do tal do Batisti. Só pra recordar, o ministro Tarso Genro deu refúgio político a este senhor, condenado por quatro homícidios pela Itália.

Não vou entrar no mérito da decisão do ministro, isso é outra discussão. Acontece que o Brasil tomou uma decisão polêmica e, por mais que o governo queira voltar atrás, agora vai ficar feio. Depois de tanta ladainha, se o governo ou o ministro se retratarem, a comunidade internacional vai ficar com a impressão de que é só apertar que o Brasil espana, e isso não é bom.

Agora cabe ao STF decidir o caso, já que o STJ, hoje, negou o mandado de segurança que a Itália pediu. Mas a coisa não é tão simples assim. Aos partidários de Batisti, a situação é boa.

Por mais que a decisão do ministro tenha sido errada, ele está amparado pela Lei. Ele tem a prerrogrativa de dar status de refugiado a quem ele achar que deve, mesmo que o parecer técnico da comissão de refugiados diga o contrário (no caso foi isso mesmo que aconteceu). Portanto, não há inconstitucionalidade nenhuma na medida do ministro e o STF, guardião da constituição, só poderia anular a medida caso ela não estivesse seguindo as regras da Carta Magna.

Mas, para os que querem que o Batisti volte pra Itália porque já temos bandidos demais por aqui, temos notícias boas também. Como a gente sabe, em matéria de Direito (feliz ou infelizmente), sempre se dá um jeitinho. E três dos ministros do supremo já sinalizaram a possibilidade de declarar inconstitucional não a obra do ministro Tarso, mas a lei de refugiados, ou então a prerrogativa do ministro de fazer o que quiser.

Com certeza, há muito mais correndo nos bastidores do que nós estamos vendo ou sequer vamos ver.

E, já que para o executivo, mesmo que se queira, voltar atrás fica feio, que o judiciário se vire com a Itália, não é mesmo?


Categorias: Brasil, Europa


Querem apertar a gente…

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[A minha opinião é passível de críticas!]

O Protocolo de Quioto está pra vencer em 2012, e os países já se movimentam em torno da Conferência de Copenhagen, neste ano, da qual deve sair o substituto do Protocolo de Quioto.

Como todos sabem, o Protocolo de Quito sempre deu muita polêmica. Os Estados Unidos assinou, mas não ratificou. A Austrália, Israel e outros fortes aliados dos EUA também não aceitam. Enfim, está na hora mesmo de se tentar um acordo mais consensual.

Mas, como a gente sabe muito bem, já tem país querendo se aproveitar disso. A União Européia já começou a divulgar as propostas que vai fazer na conferência deste ano. Uma delas, em particular, chamou a minha atenção: Os países emergentes deverão se comprometer a cumprir metas mais rígidas e detalhadas sobre reduções de emissões de poluentes para terem acesso a financiamentos para projetos sobre mudanças climáticas e contra o desmatamento.

Isso é muito polêmico, de verdade. É claro que os países devem se comprometer com regras sobre poluição. Mas, por trás disso, sabe-se que há outros interesses. Um deles, certamente, está relacionado com a China. O país cresce muito às custas do meio ambiente. E aí é que entra a polêmica. Até onde a União Européia está interessada mesmo no meio ambiente e não em frear o desenvolvimento de outros países?

Sinceramente, pra mim isso não importa muito. Eu acho que todos têm o direito ao desenvolvimento, desde que respeitem o que é compartilhado por todos, como o meio ambiente. E sobre a tal da soberania, é claro que o país a tem, mas somente sobre aquilo que é dele e só dele, como seu território, por exemplo. Se a poluição ficasse restrita ao um dado território e ao controle do exército, aí o próprio país que se virasse. Mas não é desse jeito…

Se bem que, em alguns casos, eu concordo com o presidente Lula. Uma vez ele disse que não queria saber de a UE ficar criticando as políticas de preservação da Amazônia do Brasil porque, enquanto estamos, por pior que seja, com a maior parte da floresta amazônica nativa preservada, eles têm menos de 1% das florestas originais. Isso é verdade…

Mas esse assunto ainda vai gerar muitas críticas. Vamos esperar pelo fim da Conferência de Copenhagen este ano e ver o que vai dar…


Categorias: Organizações Internacionais


Será que a Rússia vai?

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Obama vai fazer uma proposta daquelas irrecusáveis à Rússia, daquelas que ninguém pensa duas vezes em aceitar.


Pois bem, ele quer convencer os russos a, juntamente com os Estados Unidos, reduzir os arsenais nucleares em 80%, segundo o jornal “The Times”.

Olha que beleza, Rússia e Estados Unidos juntinhos, diminuindo as armas nucleares, que beleza, o mundo mais seguro, tudo maravilhoso.

Sinceramente, por melhores que sejam as intenções de Obama, eu duvido muito que isso vá pra frente. Por um motivo óbvio. Nem vou entrar aqui em discussões acerca de teorias de relações internacionais. O fato é que quem olha pra Rússia, que vê as atitudes da Rússia, quem sequer já ouviu falar da Rússia, sabe que eles podem até aceitar formalmente um acordo desse tipo, mas não vão cumprir nunca.

Pra se ter uma idéia, quando a Rússia quer renegociar os preços do gás que vende à Europa, simplesmente se corta o fornecimento do gás, milhares de pessoas morrem de frio nos países que dependem dessa fonte de energia (o frio por lá é bravo), até que os europeus aceitem as exigências da Rússia.

Quer mais? Há um tempinho atrás, após um incidente diplomático com a Inglaterra que levou às expulsões mútuas dos embaixadores, a Rússia simplesmente enviou um avião com capacidade de carregar ogivas nucleares que sobrevoou Londres por um tempo. Até hoje a Inglaterra busca explicações.

O que mais se pode esperar de um país que tem (no caso tinha, porque Putin hoje é primeiro ministro mas já está mexendo os pauzinhos pra voltar à presidência) um presidente que passa o tempo a “salvar” jornalistas de tigres.

Mas o caso não é só a Rússia. Os Estados Unidos não vão cumprir um acordo desse tipo nunca. Primeiro porque o tema “segurança nacional”, por mais desgastado que esteja, ainda é muito caro para eles. Segundo porque Obama vai ter que passar este acordo pelo Congresso, e caso haja um ataque ou qualquer falha de segurança, enfim, nenhum congressista vai querer pagar o pato.

Aliás, Obama já tem recebido críticas sobre as políticas de segurança. Alguns políticos dizem que o país pode ser alvo novamente de um ataque. Enfim…

Mas até que o Obama está certo, porque o acordo sobre redução de armamento nuclear entre os Estados Unidos e a então União Soviética, herdado pela Rússia, está pra vencer em 2011 e, em negociações, a gente sabe que a primeira oferta nunca é a que vai ser fechada. Portanto, os 80% é um valor alto pra ser reduzido depois. E os EUA precisam de um acordo de controle de armas com a Rússia, pra, pelo menos no campo diplomático, dar uma segurada neles…

Neste caso, qualquer concessão vale, melhor abrir mão de alguma coisa e pelo menos ter o compromisso formal de que a Rússia não vai investir em armamento do que deixar tudo correr solto.

E os EUA tem um trunfo. Obama diz que pode rever a decisão sobre a implantação do tal escudo anti mísseis. E isso os Russos querem. Neste caso, vai do poder de negociação do pessoal por lá…

Bom, só pagando pra ver…


Categorias: Ásia e Oceania


Cuspindo no prato que come…

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[Este post manifesta minha opinião (Alcir Candido, já que este blog tem outros autores). Ou seja, sinta-se a vontade para comentar diretamente a este respeito…]

Nada melhor do que um post bem polêmico para se começar um blog, certo?

Certíssimo! Pois bem. O presidente do Brasil, recentemente, conversando com o primeiro ministro da Índia, disse que não mais quer comer a sobremesa dos ricos, numa referência à próxima reunião do G8 e à falta de influência do Brasil nas decisões do grupo.


O ministro Celso Amorim, por sua vez, disse que só aceitará o convite do Japão, que organizará o evento, caso as exigências do Brasil sejam aceitas: “Já dissemos a nossa condição para participar”.

Detalhe. O convite do Japão ainda não saiu, sendo que não passa ainda de uma cogitação.

As condições das quais se referia o ministro Amorim estão relacionadas às mudanças na distribuição do poder global pelas quais tem passado o mundo desde a crise. O Brasil quer que esta ‘nova’ distribuição de poder seja levada em conta nas decisões do G8. Segundo os estrategistas do Itamaraty, os países emergentes têm mostrado nesta crise sua força e, por isso, devem ser levados em conta nas decisões das grandes potências.

Bom, agora vamos às impressões gerais:

Ora, o Brasil não é membro do G8, seria apenas um convidado. Portanto, porque quer ter influência nas decisões do grupo? Aliás, o Brasil e outros quatro emergentes têm sido convidados há pouco tempo para pequenas partes da cúpula, antes mesmo da crise.

Além disso, o Brasil tem sistematicamente levantado o topete para os países mais ricos. Isto tem feito parte de uma estratégia de cooperação chamada sul-sul. Ou seja, entre os países subdesenvolvidos.

Não se trata aqui de se entrar no mérito de discutir se o pleito brasileiro quanto ao fato de que devem os países ricos levarem mais em consideração os emergentes é legítimo. Isto é óbvio.

O que é estranho é que o Brasil cospe no prato que come. Faz exigências em uma reunião em que nem se sabe ainda se é convidado e levanta o topete para os países que são seus maiores parceiros comerciais (com exceção da Argentina e do Mercosul). Além disso, o Brasil tem batido sucessivos recordes em investimentos diretos estrangeiros, cuja origem está nos países ricos. Independentemente do fato de que estamos sendo colonizados pelos capitalistas ou não, é indiscutível que esses e outros fatos relacionados aos países ricos tem contribuído para a estabilidade econômica inédita pela qual passa o Brasil. (Não podemos nos esquecer que os próprios emergentes também ajudaram, como as importações de commodities pela China, mas isso não justifica uma postura hostil frente aos outros)

Aliás, esta estabilidade é que justamente tem contribuído para que o Brasil faça parte dos tais emergentes e possa querer levantar o topete para os países ricos.

Agora vamos à parte do Brasil benevolente. Este mesmo que se deixa bater pela Bolívia, pela Argentina, pelo Equador e agora também pelo Paraguai. O que o Brasil conseguiu desde que começou a querer formar (e a liderar, como se não bastasse) a ‘liga da justiça do sul’?

Bom, em primeiro lugar conseguiu reforçar ainda mais a fama de imperialista junto aos seus vizinhos. Conseguiu também perder todos os cargos em organizações internacionais que disputou (Tem perdido porque os vizinhos do sul não votam em nós, diga-se de passagem), conseguiu comprar gás mais caro da Bolívia, conseguiu arrumar picuinhas na OMC na rodada Doha e agora também vai pagar mais caro ao Paraguai pela energia comprada, fora o que uma tal construtora brasileira ganhou”’ no Equador…

Recentemente, em Brasília, após fracassar em uma negociação comercial com a Argentina (novamente) Amorim disse que os argentinos estavam certos em não aceitar a proposta brasileira e que, se ele fosse argentino, também não aceitaria… sem comentários…

E no que isso nos afeta? Em muito. É só falar que agora estamos gastando dinheiro que poderia ser investido em saúde pra comprar gás mais caro da Bolívia. Ou então, o tanto de dinheiro que deixou de ser gerado no comércio de serviços de construção civil no Equador. E tem muito mais que todos certamente se lembram.

Porque, então, não adotar uma postura cooperativa TAMBÉM com os países ricos? Não é preciso esfolar os vizinhos, mas ser capacho é demais. O que o Brasil tem ganhado com isso tudo? Ninguém sabe. E, mais uma vez, cuspimos no prato em que comemos (mesmo que só na sobremesa).


Categorias: Ásia e Oceania, Brasil, Política e Política Externa


Obama?

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Pra começar um blog sobre Relações Internacionais nada melhor como fazer uma análise completa sobre a histórica posse de um presidente negro na maior potência do mundo, certo?

Errado. A proposta deste blog não é fazer análises sobre temas recorrentes, dos quais todos falam o tempo todo, inclusive todos os jornais das oito. Não que estes temas não sejam importantes, mas este tipo de informação se consegue em todo o lugar a qualquer momento.

Então, uma boa coisa pra se comentar aqui seria a caótica situação na ilha de Kiribati, no Oceano Pacífico. Não… Nosso objetivo também não é falar de assuntos que não fazem parte da vida da maior parte das pessoas.

Bom, o que viemos fazer aqui, então?

Nada mais nada menos do que oferecer uma visão sobre assuntos importantes do mundo, que afetam a vida das pessoas, mesmo que elas não saibam. No entanto, ficar mastigando e remoendo aquilo que todos estão cansados de ver já é demais…

Por isso, esta Página Internacional é um espaço de análises, comentários, enfim, todos os tipos de discussão sobre temas internacionais importantes.

Este não é necessariamente um espaço acadêmico. Por isso, não teremos aqui artigos nem análises aprofundadas. Mas links legais estarão sempre disponíveis para aqueles que pretendem se aprofundar nas discussões.

Quem, então, são aqueles que lêem (sem reforma ortográfica ainda, ok?) a Página Internacional?

São pessoas que querem se informar, saber o que acontece no mundo e como isso afeta suas vidas, sem necessariamente terem de freqüentar uma boa faculdade de Relações Internacionais para isso.

E quem faz a Página Internacional?

Quem escreve os posts são internacionalistas e estudantes de relações internacionais e outros cursos afins, nos links do blog é possível obter mais detalhes. Mas quem fará mesmo a Página Internacional serão aqueles que lerem, mesmo sem postar milhões de comentários, e que, de alguma forma, se sentirem mais informados e mais entendidos sobre o mundo.

Por enquanto é isso. Breve nosso primeiro post pra valer!


Categorias: Estados Unidos