Obamis, que não é besta nem nada…

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Depois de alguns posts de ausência eis que eu volto ao blog!


E não é que o Obama está indo viajar de novo? Novamente, ele vai à Europa. Só que desta vez, irá também ao Oriente Médio. Na escala estão Egito e Arábia Saudita. Ele já esteve por lá esse ano, só que na Turquia. Leia aqui o post que fizemos à época.

Na verdade, essa viagem já estava programada desde quando o nosso Obaminha foi pra Turquia. E lá ele fez um ‘aquecimento’ pra sua estréia no mundo muçulmano.

E, se o elefante entrou até pra lista do Giovanni, imagina na do Obama! A tensão no Oriente Médio é um problema sério a ser resolvido, e a presença de um presidente americano por lá com certeza faz diferença. Ainda mais depois do FAIL do Bush.

Lembremos e analisemos os discursos.

1. Irã:

Bush = medo, prazos, conselho de segurança, ameaças, desolcamento de militares, eixo do mal, tensão.

Obama = (em entrevista à BBC hoje) “mas a melhor maneira de se alcançar isso é através da diplomacia direta”; “Apesar de não querer estabelecer prazos artificiais para o processo, queremos garantir que haja algum avanço até o fim do ano.” (fonte: Estadão, veja a matéria completa aqui)

Enfim… Não precisa dizer muita coisa, né? Parece que houve uma mudança (sensata) na estratégia. A única coisa que o Bush conseguia com sua mania de perseguição era dar argumentos aos outros de que estavam sendo coagidos a fazer o que não queriam.

Além do mais, o Obamis de besta não tem nada. Os EUA não tem condições econômicas nem de pessoal hoje pra ingressar em qualquer guerra, ainda mais com o Irã. Então, é melhor não abusar, embora a hipótese de um conflito fosse remota mesmo em tempos de Bush.

2. Israel X Palestina

Bush = alinhamento incondicional com Israel, pressão, terrorismo…

Obama = “Não apenas é do interesse dos palestinos ter um Estado, mas é do interesse de Israel estabilizar a situação”, disse ele. “E é do interesse dos Estados Unidos que tenhamos dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança.”; “Diplomacia é sempre um trabalho pesado e demorado. Não é uma questão de resultados rápidos. Se fosse fácil, já teria sido feito.”

Ambos os casos

Obama = “O perigo, penso eu, é quando os Estados Unidos, ou qualquer outro país, acreditam que simplesmente podemos impor esses valores a outros países com história diferente e cultura diferente”

Bush = no need…

E aí? A mudança de discurso e estratégia é óbvia. Embora qualquer um que tivesse levado três aviões na cabeça tomasse as mesmas medidas do Bush, parece que eles erraram na mão.

Não sei até quando vai durar essa diplomacia direta” do Obama. Nem sei ao certo o que ela significa. Mas é claro que algo mudou.

E o Obamis, que não é besta nem nada, acabou colocando o pessoal por lá na parede. Agora não tem mais demônio, argumento pra pressão, enfim… Eles também foram obrigados a mudar de discurso (vide o Chavez pedindo autógrafo) e de estratégia. Precisamos ver o que vai acontecer quando os discursos começarem a diminuir ou quando a coisa apertar, como no caso agora da Coréia do Norte, que agora inventou que quer mandar míssil pros EUA…

Pra encerrrar, o Obama, que mais uma vez não é besta coisa nenhuma, já aproveitou a entrevista e deu o recado e já deixou claro: sou o Juscelino Obama Vargas, mas não sou bobo. E já aproveitou pra falar da polêmica prisão de Guantánamo. EEE Obamis!

“Parte do que queremos afirmar para o mundo é que esses valores são importantes, mesmo quando é difícil, talvez especialmente quando é difícil, e não apenas quando é fácil. É por isso, por exemplo, que fechar a prisão de Guantanamo é tão difícil quanto importante, do meu ponto de vista.”


Categorias: Oriente Médio e Mundo Islâmico


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