O som da globalização

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Quando vi um chinelo “Havaianas” no chão do hostel onde fiquei na Argentina, com uma bandeira do Brasil nas “tiras”, logo pensei: deve ter um brasileiro aqui. Para minha surpresa, as Havaianas pertenciam a um israelense, que mal sabia que o desenho ali era a bandeira do Brasil. 

Aliás, sobre as Havaianas, vale a pena relembrar (ou para os mais jovens até mesmo saber, pois muita gente ainda não sabe) o que era esse produto há uns 15 anos atrás… Para os quiserem, leiam aqui uma matéria interessante. Para se ter uma idéia de como o produto era visto, o antigo slogan era: “não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro”.

Mas o que mais impressiona (fui ao Uruguai e estou no Chile e o mesmo se repete, e como repete…) é o tal do Michel Teló. Depois de ser comparado com Carmem Miranda e Justin Bieber, a Forbes chamou o brasileiro de fenômeno. “Você já ouviu falar de Michel Teló? Então ouvirá!” diz a revista. Ele já é o mais vendido em muitos países no mundo.

E a música já tem versões em vários idiomas. Clique aqui e descobra como se diz “Ai se eu te pego” em várias línguas.

Contudo, não é só de Michel Teló que vive a globalização. É estranho ir a outro país e ouvir sua língua o tempo todo e encontrar nos supermercados as mesmas marcas e produtos que se encontram no Brasil. Por mais longe que se vá, sempre se encontrará um chocolate Nestlé, uma Heineken ou Budweiser para beber.

Sinceramente, não sei explicar o fenômeno (neste caso não o Teló), que é estudado por diversos pesquisadores sem que se chegue a um consenso sobre o que é, afinal, a globalização. A Rede Globo de televisão, há alguns anos, tentou explicar através do pagode e a nossa colaboradora internacional Bianca Fadel nos escreveu um excelente post sobre o assunto que vale a pena reler.

A Globo dizia, em meio a um pagodão: “Isso é globalização”! 

O fato é que, entre as diversas facetas dessa globalização, surgiu o Michel Teló, que se espalhou viralmente pelo mundo em tempo recorde e é ouvido pelos brasileiros, argentinos, eslovacos, japoneses…

Não temos nenhum prêmio Nobel, mas temos Michel Teló. Quem não tem cão, caça com Teló. Fazer o que, né? Isso é globalização!


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