O quinhão do Plano Colômbia

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Olá, caros leitores! Segue o post do Ivan, que está em viagem e pediu que eu publicasse por ele.

Nossos hermanos acabaram de receber uma proposta: extender o escopo do Plano Colômbia para mais 3 bases adicionais. É óbvio que a oposição e seus vizinhos não gostaram muito da notícia.

O Plano Colômbia consiste em uma cooperaçã estabelecida entre os EUA (exercendo seu “papel de direito” de polícia global) e a Colômbia, para a erradicação do narcotráfico/terrorismo (leia-se: FARC), considerado por ambas as partes como o principal problema da região. Os EUA oferecem treinamentos especiais, verbas, ajuda econômica e equipamentos militares em troca de uma ação mais efetiva do governo Colombiano e presença de militares norte-americanos no país.

Se a Colombia avançou na luta com o narcotráfico, com certeza o Plano Colômbia foi fundamental para isso. Mas depois da Colômbia ter dado a mão, agora os EUA querem o braço… Esse braço é o empréstimo de 3 bases militares para os EUA, visando a continuidade da vigilância área do narcotráfico.

Daí é Presidente falando a favor, Vice falando contra. Tem até ex-Ministro da Defesa que trabalhou com esse Plano dizendo que isso é arriscado. Também afirma que sua candidatura a presidência não tem nada a ver com essa mudança de opinião. Não precisa nem perguntar o que o Chávez acha disso, né?

Mas por mais que o Plano tenha ajudado, e muito, as iniciativas de Defesa da Colômbia, ter esse aumento da presença militar dos EUA na região em época eleitoral e em plena crise Hondurenha, é pedir pra causar instabilidade. Só não dá pra saber se, pra Colômbia, essa instabilidade é um risco aceitável ou o objetivo final…

PS: Por que só agora esse pedido? Porque o Equador simplesmente vetou a presença de qualquer base militar extrangeira em seu território, e a base do Obaminha ficava lá. Qualquer relação com o vídeo que liga o Rafael Correa (Presidente do Equador) com as FARC é mera coincidência.


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