O desenrolar da crise hondurenha

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Depois de uma complexa seqüência de eventos iniciados há aproximadamente oito meses, parece que a crítica situação em Honduras está em vias de se normalizar. [Todos os posts já publicados no blog sobre o assunto podem ser lidos aqui e uma cronologia detalhada dos acontecimentos pode também ser acessada aqui.]

Porfírio Lobo, conservador eleito para liderar politicamente o país ao final do ano passado, tomou posse nesta quarta-feira de seu cargo de presidente (foto). Vale relembrar que alguns países latino-americanos, dentre eles o Brasil, não reconheceram o pleito eleitoral, alegando que este se realizou em clima de golpe de Estado.

Com a saída de Micheletti, presidente interino de Honduras nos últimos meses e protagonista de momentos políticos críticos, e a conseqüente estabilização política do país, acredita-se, então, que é apenas questão de tempo para que Honduras retorne ao cenário internacional. Aliás, o restabelecimento dos vínculos hondurenhos com a comunidade internacional em geral pode ser tido como o principal objetivo do novo governo frente aos variados desafios (políticos e econômicos) existentes.

Manuel Zelaya, o polêmico estadista que originou a crise hondurenha e que esteve refugiado por aproximadamente quatro meses na Embaixada brasileira em Tegucigalpa, obteve um salvo-conduto para seguir com sua família para a República Dominicana (foto). Também lhe foi concedida anistia no que tange as acusações de crimes políticos relacionados às violações constitucionais (anistia esta que, contudo, não contempla as acusações de corrupção; enriquecimento ilícito; e mau uso de verba pública, pelas quais, vale dizer, ainda será julgado).

Ao partir para seu exílio, entretanto, Zelaya prometeu: “Voltaremos, voltaremos”. Alguém duvida de suas intenções?

Segundo sábias palavras de Richard Nixon, “Um homem não está acabado quando ele é derrotado, mas quando desiste”. E o desenrolar da crise hondurenha demonstra que Zelaya definitivamente não é do tipo que desiste…


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