Novidades na Página Internacional

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Pois é, pessoal, em breve estaremos lançando uma nova coluna na Página Internacional, Conversando com a Teoria.

Esta será uma oportunidade para os leitores adentrarem especificamente na disciplina de Relações Internacionais. É um ramo do conhecimento bastante recente se comparado com a Filosofia, Sociologia, Direito, História, e muitas vezes concebido como um subcampo da Ciência Política. Em seu nascedouro escocês, no contexto da Primeira Guerra Mundial, as Relações Internacionais destinaram-se fundamentalmente a investigar as causas da guerra e as possibilidades para a paz. Com o tempo, passou a explorar mais que o interlúdio guerra e paz, incorporando temas ambientais, movimentos sociais, expressões culturais, dentre outras questões.

No Brasil, o primeiro curso de Relações Internacionais foi criado em 1974, na Universidade de Brasília. Porém, a disciplina permaneceu em banho-maria por mais de duas décadas, até voltar reforçada para acompanhar a inserção internacional assertiva do país.

Assim, objetivamos nesta coluna apresentar as teorias (e abordagens) das Relações Internacionais, os debates que se seguiram na área acadêmica, de que maneira foram analisados os processos internacionais de grande envergadura – como a Guerra Fria, o surgimento da União Européia, etc. -, enfim, as problemáticas e os desafios impostos àqueles que se destinam a estudar as Relações Internacionais. Todavia, ressalta-se, não pretendemos restringir essas preocupações ao público acadêmico, mas convidar também todos os interessados a refletirem conosco, opinarem e nos ajudarem a pensar com fundamentação teórica, aliada as impressões pessoais, o que acontece no mundo e qual o lugar do Brasil.

Partindo de seu condomínio anglo-americano, as Relações Internacionais alcançaram diversas partes do globo. No passado, os Estados Unidos apropriaram-se dos estudos para legitimarem as suas práticas. No presente, há um grande esforço para se teorizar a partir das experiências vivenciadas pelos países, de modo a combater a importação automática de pressupostos norte-americanos sem uma depurada análise crítica.

Esperamos que esta coluna seja estimulante para aqueles que se debruçam a entender o mundo a sua volta. Desde já, recomenda-se que o entendimento não deve primar pela certeza, mas pela dúvida, imanente a toda investigação. E, aliás, é justamente a dúvida que instiga uma procura cuja sede nunca cessa, ainda que se beba vários copos de sabedoria.

Vamos então conversar com a teoria. A proposta está lançada. Que todos sejam bem-vindos a essa nova tarefa!


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