Na estrada com Obama

Por

Enquanto as primárias do partido republicano continuam, Obama segue com suas tarefas e desafios como presidente. Contudo, não se engane. A Casa Branca certamente divide as atenções com um certo centro de operações em Chicago, sua cidade natal. É lá que se monta uma campanha maior, mais inteligente e surpreendente, ao menos é o que promete a equipe que trabalha pela reeleição de Obama.

Em 2008, tudo foi diferente, considerando o papel de azarão que lhe fora incumbido no início da campanha. Agora, não se trabalha projetando vitórias por etapas (primária por primária, culminando nas eleições), mas com o pensamento voltado unicamente para a linha de chegada.  Apesar de indícios que apontam uma jornada árdua, como a taxa de desemprego e o baixo crescimento da economia, há também bons presságios. Somente em uma semana de dezembro, a equipe de Obama organizou 57 treinamentos para líderes locais que trabalharão na campanha (George W. Bush, em 2004, organizou 52 durante janeiro em diferentes estados do país), isso somente em Iowa. 

Além disso, a arrecadação de fundos também está a todo vapor. Até agora, foram quase 200 milhões de dólares, quatro vezes mais do que Romney levantou em 2011. A projeção da equipe de Obama é bater a marca de 1 bilhão de dólares até novembro. Neste contexto, destacam-se as doações de valores reduzidos (até 200 dólares), que correspondem a quase 50% do total. Com tanto dinheiro na conta, já foram contratadas mais de 200 pessoas para trabalhar exclusivamente pela reeleição. Mesmo com os elementos negativos considerados, a vantagem de Obama é solidificar desde já seu posicionamento frente aos republicanos.

A idéia principal será focar o debate no futuro, ao invés do passado doloroso recente; e procurar explorar os caminhos alternativos que os oposicionistas poderiam propor frente aos desafios atuais. Será que vem aí essa tal campanha ainda mais revolucionária que a de 2008? Romney segue como favorito no campo republicano, ameaçando Obama nas pesquisas de um hipotético confronto entre eles. Desta vez, parece que a eleição penderá mais aceitar do que adotar uma plataforma. 


Categorias: Estados Unidos


0 comments