Milícias Bolivarianas

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[Post rápido e sem muita inspiração…]

Mais um passo rumo à Revolução Bolivariana.

Nesta quarta-feira, Chávez editou a Lei Orgânica da Força Armada Nacional que legaliza as milícias civis bolivarianas.

O engraçado é que essas forças se destinam a complementar a Força Armada Nacional que, inclusive, agora tem outro nome: Força Armada Nacional Bolivariana.

Mas não é mais lógico melhorar o próprio exército nacional?

Pois é. Mais uma vez as bases do Estado Moderno estão sendo desafiadas mundo afora. O monopólio do uso legítimo da força na Venezuela passa a ser um duopólio.

Chavez acaba de criar um ‘novo exército’ que, certamente, será fiel somente à sua figura. Isto porque essa força paralela será composta pelos militantes bolivarianos. Assim, na Venezuela, a força e as armas não estarão mais em só uma mão.

Aliás, o próprio Chávez tem dito que agora quem quiser poderá ser militar. E quem será que vai querer ser membro dessa nova força armada? Os opositores? Certamente que não…

Esta medida cria algo que se parece, e muito, com a Guarda Revolucionária do Irã. Esta força de elite, naquele país, é submetida diretamente ao Aiatolá e tem a função de proteger o Estado Revolucionário Iraniano de qualquer mudança. Tanto que foi a Guarda Revolucionária que manteve a ‘ordem’ no país durante os protestos contra fraudes nas últimas eleições presidenciais.

É óbvio demais para mim que esta força civil criada por Chávez é mais um instrumento político para manter a revolução que ele criou. Nem o mais cândido dos ingênuos, como diria o ministro Gilmar Mendes, acreditaria que ela se destina a complementar a defesa e a segurança nacional…

É uma boa desculpa para se entregar mais armas aos militantes revolucionários civis.


Categorias: Américas


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