Lições de 2011

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E 2011 vai se esvaindo. Estamos nos últimos minutos de um ano mais que emblemático para a política internacional. Ano de grandes desastres naturais e econômicos, dos terremotos, tsunamis e problemas nucleares às elevadíssimas dívidas públicas e pacotes de ajuda dos países da zona do Euro. Ano de incertezas para o meio ambiente e indignações para as populações. Das novas dúvidas sobre o uso da energia nuclear, das já antigas críticas aos programas nucleares de alguns poucos países e das Conferências da ONU que são louvadas como grandes passos para a política quando, na verdade, representaram apenas curtos passos para mitigações das mudanças climáticas.

Um ano ímpar para o Brasil. Tornamo-nos a sexta maior economia do mundo e estamos tentando achar um novo lugar internacionalmente, arriscando algumas novas posições em órgãos da ONU. O ano de desentendimentos no Mercosul, adoção de medidas mais duras com os vizinhos e novos projetos de integração regional.

Se quem tem boca vai a Roma, quem tem rede social vai muito mais longe! 2011 nos mostrou que é possível juntar indignação com internet e se obter uma mistura bem positiva. Um ano que Guy Fawkes, famoso personagem da história inglesa, passou a ser mais conhecido pelas máscaras no estilo “V de Vingança”. Vingança contra a incoerência, a incerteza, os autoritarismos e as crises. Assim, os protestos se manifestaram pelo mediterrâneo turco e as áridas praças do Egito e, sem preconceitos, demora ou vacilação, encontraram também seu caminho pelo velho mundo, deixando rastros dos pioneiros navegadores até o insular Reino Unido. Nem mesmo os Estados Unidos ficaram de fora.

Theodore White, famoso jornalista político estadunidense conhecido por suas novelas e reportagens durante a Guerra Fria, disse uma vez, logo ao final da II Guerra, que o “mundo era fluido e estava prestes a ser refeito”. Essa frase transcende seu tempo e perdurará por muitos anos ainda. E acredito ser muito pertinente para encerrar o ano de 2011. Não temos nenhuma grande ruptura, mas estamos vivendo um processo histórico de transições. Lentas, mas com efeitos rápidos, assim é a fluidez de nosso mundo.

Perduram os interesses políticos e nacionais, as dificuldades de se negociar assuntos delicados, a prostração e procrastinação em muitos temas globais. Perduram as indiferenças, genocídios, preconceitos e discriminações. Mas a fluidez do mundo nos mostra que a participação pode levar a superações de situações de longa data e simples manifestações mostram o desânimo das populações frente ao status quo. Um desânimo que ainda denota otimismo e crença nas mudanças.

Sendo assim, gostaríamos de desejar a todos, que o ano de 2011 nos dê muitas lições da política internacional para nossas vidas para os próximos que virão. Desejamos a todos um excelente 2012, repleto de realizações, alegrias e saúde a todos vocês, nossos queridos leitores! Se esse ano foi excelente para nosso blog, com toda certeza foi devido à participação de todos vocês.

FELIZ 2012!!


Equipe Página Internacional


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