It’s a boy!

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It’s a boy. Este foi o anúncio ontem estampado em letras colossais em um dos mais altos edifícios de telecomunicações de Londres, ilustrado em todas as manchetes inglesas, comentado e festejado pela sociedade britânica como o acontecimento do ano. E hoje descobrimos que ele se chama George. George Alexander Louis, o terceiro na linha de sucessão ao trono e o mais novo integrante da tradicional família real britânica.

Entender o furor que novidades relativas à monarquia ainda causam no Reino Unido já foi assunto extremamente comentado à época do casamento do Príncipe William com Kate Middleton, em 2011, e o nascimento deste novo herdeiro apenas nos faz relembrar argumentos já conhecidos.

A monarquia, em verdade, representa parte da identidade nacional britânica, caracterizando-se por ter sido um regime político estável, poucas vezes desafiado (alguns se lembrarão das aulas de história sobre a Revolução Inglesa) e que ainda hoje inspira muita confiança na maior parte da sociedade.

O simbolismo retratado pela Casa Real, seu glamour e tudo que a envolve ainda representa muito para os ingleses, mesmo em pleno ano de 2013. A principal crítica talvez seja relativa aos gastos reais – estimados em cerca de 98 milhões de reais por ano – mas que ainda assim não constituem argumento suficiente para questionar o poder real no país, ainda reconhecido pela maioria como apropriado para o século XXI.

A “plebeia que se tornou princesa”, tal como muitos se referem a Kate Middleton, tem certamente ainda contribuído para aproximar a realeza do cidadão comum, que se vê ali representado e que se rejubila com o nascimento do bebê real.

Depois de protagonizarem o “casamento do século”, ainda ouviremos notícias sobre o filho de William e Kate por muito tempo, na certeza de que a monarquia se vê fortalecida e, ao mesmo tempo, renovada na geração do neto de Lady Di. Os desafios que esta forma de governo enfrentará quando o pequeno George estiver em idade e condições de assumir o trono talvez ainda sejam difíceis de serem previstos, mas fica já a certeza de que seu nascimento por si só representa o fortalecimento do regime no país – e (por que não?) do país perante o mundo que acompanha de perto, e com grande interesse, todos os passos reais. 


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