Israel x Irã: o problema não é nuclear

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“A destruição do passado é […] um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX.” – Eric Hobsbawm, A Era dos Extremos.

A perspectiva de guerra entre Israel e Irã assombra não apenas o coração desértico do Oriente, mas todo o mundo. Os Fracassos Unidos, o Reino Cedido e a Fraca, ops, um pequeno erro de nomenclatura, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França já declararam apoio a uma eventual incursão israelense à terra dos caras barbudos, com turbantes esquisitos. Mas por que isso? Por que agora? Há coisas que não são contadas: o programa nuclear iraniano é o menor dos problemas.

A História tem sempre as suas peripécias. Antes mesmo dos vazamentos do Wikileaks, já se sabia que iranianos e árabes não se davam bem. Os iranianos não são árabes; eles são persas. Na Antiguidade, conta-se que o rei persa Ciro concedeu refúgio aos judeus, que eram perseguidos pelas tropas babilônicas, lideradas por Nabucodonosor. Então, os iranianos passaram a ser tratados de maneira pejorativa, como ajam, um povo inferior entre os povos islâmicos, alguém em que não se poderia confiar. Com tempo, os iranianos se aproximaram dos árabes, construindo um inimigo comum: Israel. Esta, por sua vez, está prestes a empreender suas armas contra quem lhe salvou um dia.

Isto, Israel esquece, mas não esquece suas pretensões absolutas sobre a cidade de Jerusalém, a antiga capital do reino da Judeia. Estranho… a Hungria não reivindica a Bratislava, atual capital da Eslováquia e antiga capital do Império Austro-Húngaro. Israel também esquece que a criação de um Estado Palestino, que poderia encerrar o entranhado conflito do Oriente Médio, razão de muitos males na região, é que o está em pauta na agenda mundial. Recordemos, ademais, um acontecimento significativo: no começo da Guerra do Yom Kippur, quando os árabes levavam imensa vantagem sobre os israelenses, quem foi que ameaçou usar armas nucleares? Se Israel morresse, levaria seus inimigos consigo para o além. Agora, o país quer desviar a atenção, dissimular, fingir… Teme o que o Irã possa se tornar, não o que é. (Vejam esta análise)


O Irã está a anos-luz de ser uma potência nuclear. Ahmadinejad não tem um dom similar ao do lendário Rei Midas: transformar tudo o que toca em bomba atômica. Os eventos que estão ocorrendo naquela região incandescente do globo, iniciados com as movimentações no Bahrein, fizeram a comunidade internacional coçar a cabeça e se perguntar: o Irã é a nova potência regional que determinará as relações no Oriente Médio? De fato, os sonhos de um grande império persa não morreram, mas o que permite de fato a projeção iraniana é o grande vácuo de poder que paira no mundo e a falta de lideranças globais.

Quem contratar os redatores dos discursos de Ahmadinejad tem chances reais de ganhar qualquer eleição. Por exemplo, notem um trecho do discurso do presidente iraniano na última Assembleia Geral da ONU: “Se alguns países europeus ainda utilizam o Holocausto, depois de seis décadas, como a desculpa para compensar ou resgatar os sionistas, não deveria ser uma obrigação os senhores de escravos ou as potências coloniais pagarem indenizações às nações afetadas?”. Com estas provocações corajosas – diga-se de passagem, acertadas –, Ahmadinejad adquire proeminência em um mundo cujo poder de mando escapa dos países que se acostumaram a ele e seus povos protestam contra as condições sociais que se agravam.

A ONU, neste ano, reelegeu o “Banana” Ki-moon como Secretário-Geral, alguém sem qualquer expressão política. No Reino Unido, o David Cameron é um poeta de boca fechada. Na França, Sarkozy anda adotando uma política de “trocar de roupas”: cada novo dia, um novo inimigo, uma nova guerra. Uma curiosidade à parte: em uma charge, que simula uma conversa entre um latino e um inglês, aquele acusa este de ter começado e perdido todas as guerras, ao que responde o inglês que conquistou a França. O latino: “e quem não chutou a França?”. Nos Estados Unidos, tem-se assistido ao surgimento de um Barack Kissinger Obama, como sugeriu Thomas Friedman, ensaiando uma política externa assertiva, mas que enfrenta desafios estruturais, a começar pela menor influência norte-americana no mundo.

Israel desvia o foco da questão Palestina. Estados Unidos, Reino Unido e França querem manter seus desígnios de grande potência e reeditar uma versão moderna do antigo acordo Sykes-Picot (1916), para controlar o Oriente Médio, ainda que o baguncem mais. O Irã se aproveita do desgaste das grandes potências e da ausência de lideranças globais para aumentar seu protagonismo nas relações internacionais. Só que os egos falam sempre mais alto, esquece-se e se reinterpreta o passado, até a perspectiva de guerra se levantar no horizonte. Tudo poderia ser um blefe, mas a política é um exercício apaixonado da razão. E se apaixonar demais pode ser perigoso.


Categorias: Defesa, Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e Mundo Islâmico, Paz, Segurança


19 comments
anonimo22
anonimo22

Na verdade, a questão é sim o Programa Nuclear Iraniano. Sim, a Pérsia salvou o povo de Israel na época de Nabucodonosor, mas Irã não é a Pérsia, assim como os EUA não são Ingleses. Além disso, a segundo maior comunidade judaica no Oriente Médio está no Irã, até hoje. Porém, o clima de tensão nesses países não vai sumir porque o Irã "abriga" (são na verdade cidadão, não são refugiados) judeus. A questão é de Estado. 

Binyamin Nataniahu, primeiro-ministro de Israel, já provou na ONU que o Irã é capaz de produzir armas nucleares com o enriquecimento de urânio atual, e por isso ainda é contra à liberação das sansões ao Irã. Além disso, o Irã é signatário ao TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares), e por isso tanta pressão sobre suas usinas. Israel, no entanto, é não-signatário no tratado, e por isso não comete nenhum crime se possuir um arsenal nuclear. 

Lembrando que o Exército de Israel, é um exército de Defesa, é o IDF (Israel Defense Force). O país está em constante ameaça por países que declaradamente não reconhecem sua existência e por grupos terroristas. Como disse Golda Meir, primeira-ministra mulher, "Se Israel baixar as amas, não há mais Israel, mas se eles baixarem as armas, haverá paz". 

Além disso, Israel não se cansa em ajudar seus próprios inimigos! Quando árabes, moradores da faixa de gaza e até mesmo terroristas se ferem, são tratados em hospitais israelenses, por médicos israelenses (ou não), ao lado de cidadãos israelenses. Foi Israel que enviou materiais, como cimento e tijolos para a faixa de gaza, para que eles pudessem se desenvolver e melhorar, construir casas, escolas e hospitais. E o que o Hamas (que está no controle da região) faz, utiliza-os para construir túneis para fins terroristas, para contrabandeio. 

Então, que tal pesquisar, ler ouvir mais sobre os dois lados da história? Não importa se o comentário é anônimo, porque este pensamento não é particular de ninguém, é de quem realmente entendeu a história...

E se você leitor, autor, administrador continua pensando assim, tudo bem, cada um que defenda seu ponto, só não use tecnologias israelenses para fazê-lo. Usar computadores, celulares, google ou muitas outras tecnologias é ser incoerente, já que estas foram criadas e desenvolvidas em território e por israelenses.

Anonymous
Anonymous

Bom dia a todos eu sou leigo nesses assuntos tb não escrevo bem é não tenho vergonha mas não podia deixa de da minha opinião a motivo para Irã ataca Israel como a motivo para Israel se defender do Irã em todos que estão em volvidos ha um interesse que não sabemos mas que vamos um dia saber.... Ate lá Cada um se preucupe com os ceus interesses particulares.

ricardo vieira
ricardo vieira

Nao sou um conhecedor profundo de assuntos religiosos me desculpem...mas como pode os EUA controlar o mundo contra a producao de arnas nucleares sendo que eles possuem um arsenal e foram os primeiros a utilizar dessa covardia.Agora temos tambem o conflito entre chinaa e japao do outo lado o que pode se transformar em guerra e por causa de ilhota pior pelo que contem na regiao da ilha petrolo !!!.....pra mim esses Israelenses ja encheram e falam de terra porem vivem em guerra e prontos para o ataque...incrivel como esses testamentos que tem muitos seculos decorridos possam ainda imperar na Terra e trazer tanta desgraca e riqueza ao mesmo como sabemos do Edir Macedo....logo ele tambem estara produzindo bombas,aguardem.....Soh espero que encontrem uma solucao pacifica ou senao que morram todos de ambos os lados para um mundo melhor....ja basta !abracos...deveriam todos virarem rastafari e fumar um forte e ficar na paz !!!

Mário Machado
Mário Machado

Por isso não gosto de escrever sobre O.M a irracionalidade reina em certa cepa de comentaristas, quase sempre anônimos.

Anonymous
Anonymous

TODOS OS POVOS SÃO DE DEUS.....

Página Internacional
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Pessoal, de acordo com a política de comentários (http://www.paginainternacional.com.br/p/politica-sobre-comentarios.html) cujo link está disponível ao lado direito, lembramos que "Qualquer comentário que a equipe de colaboradores considere de caráter preconceituoso e/ou jocoso será excluído sem aviso prévio". Em temas muito polêmicos com esse, é normal que os "ânimos se alterem". Por isso, para evitar até mesmo que coloquemos neste post em específico a moderação prévia de comentários, evitemos algumas expressões e colocações.Obrigado!

Anonymous
Anonymous

Gente gostaria de expressar minha opinião sobre esse assunto.As pessoas ficam criticando a postura de israel de agressão aos palestino mas não entende que os judeus apenas se defendem desses grupos terroristas (Hamas, Fatah e etc)financiados pelo irã que apoia a destruição do estado judeu. Portanto apoio sim que israel se defenda atacando da mesma forma os seus inimigos. Alguns brasileiros que não entendem nada relacionado a esse conflito ficam dando apoio a esses iraniano malditos. Israel não matam opositores, homosexuais,e muito menos assassinam os cristães mas os iranianos fazem isso. O povo judeu são o povo escolhido por Deus e isso incomodam principalmente a nação do diabo (Irã).

Anonymous
Anonymous

Isto não será a guerra do Iraque...os EUA jamais atacará o Irã,vejam bem:Primeiro, o Irã tem forças armadas muito superiores as Iraquianas, e, não será nada facil um enfrentamento homem a homem, além de possuirem uma aeronautica bem aparelhada.Segundo, terão que enfrentar um sério problema religioso. Existem lunaticos islamicos dispostos a se auto-explodir com toneladas de TNT (transportados em carros), lançar aviôes em edificios, abrir 10 botijões inteiros de gas no subsolo de prédios ou casas e acender o fosforo sem temer a morte, isso em qualquer lugar do mundo.Podem atacar o Irã, e terão que enfrentar uma força terrorista em seu proprio territorio, muito pior àquelas de 11 de setembro, fora a força de uma comunidade de paises islamicos e seguidores distribuidos pelo mundo inteiro.Duvido que os EUA irão atacar, não seriam tão loucos a esse ponto.Tudo isso não passa de pressão americana.Podem construir bombas atômicas a vontade, irão encarar consequencias diplomaticas, embargos economicos, mas não uma invasão de seu territorio...Luciano A

Anonymous
Anonymous

Fim dos tempos kkkkkkkkkkkkkkkk.......dane-se todos e tudo.Não estou aqui para virar pedra,talvez a anarquia seja mais divertido kkkkkkkkkkkkkk.Seus demagogos isto não tem soluçao,o fato é:O IRÃ IRÁ CONSTRUIR SUA ARMA NUCLEAR,É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO E IRÁ UTILIZAR CONTRA OS USURPADORES ISRAELENSES.DEVOLVAM A TERRA SAGRADA INVASORES!!!!!!VAMOS CORTAR A CABEÇA DA SERPENTE(EUA)

Giovanni Okado
Giovanni Okado

Boa noite, senhores.Em primeiro lugar, creio que, apesar de termos opiniões diferentes, o mais importante é podermos debatê-las e penso que nós, e também o blog, crescemos com isso. Os pontos levantados por todos são bastante relevantes e a ideia deste artigo era gerar inquietações para discutirmos.Admito, também, logo de início que acabei me aprofundando mais sobre a questão nuclear e, para o Irã, passar do enriquecimento para a produção de armas nucleares é questão de curto prazo. Apesar disso, reitero o aspecto central do post, que o problema fundamental não é o nuclear. Este é um desdobramento praticamente natural da circunstância geopolítica em que o Irã está imiscuído, das transformações em curso nas relações internacionais e da percepção de seus líderes em relação à ameaça do Ocidente.No primeiro aspecto, o próprio ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, certa feita, disse: com vizinhos nucleares, como Paquistão, Índia, Síria (ele não falou Israel, obviamente), por que o Irã iria querer se armar? Em uma região altamente instável e tendo em vista os desígnios iranianos, particularmente o sonho de restaurar o grande império persa (ao menos, em termos de influência), o processo político parece não ser conduzido de outra maneira senão pela política das armas nucleares. Mas o que faria o Irã não se armar?Então, parto para um segundo ponto: o não-isolamento da comunidade internacional. Com o discurso do Cairo, de 2009, Obama sugeriu uma aproximação do mundo árabe, inclusive do Irã. Podem até dizer que o discurso é mero exercício de retórica, mas, em se tratando do Irã, dizer isso é sinalizar caminhos, construir certo grau de confiança e ensejar ações. No meu entendimento, desde então, perdeu-se uma boa oportunidade para aproximar o Irã da comunidade internacional. Eu, particularmente, sou contrário a um ataque preventivo ao Irã. Todas as guerras na região demonstraram que promovem mais a instabilidade do que a estabilidade e que, além de não resolverem os problemas, os agravam. O que me parece é que invadir o Irã é pretexto para, posteriormente, intervir na Síria. Ou o oposto, tentando enfraquecer dois inimigos, cujas consequências são absolutamente imprevisíveis.Para não me alongar muito, encerro por aqui. Podemos seguir debatendo.Abraços

Anonymous
Anonymous

Meu colega Giovanni tomei a liberdade de lhe fazer um pequeno questionamento,assim faço para que possamos esmiuçar este debate.A soluçao será esperar os iranianos concluírem o projeto,e assistir sentados no sofá os ataques nucleares a Israel talvez EUA em um estágio de conflito adiantado ou quem sabe a própria Arábia Saudita divergente pública de ideologias iranianas?Seu artigo é bastante coerente,claro,porém ao visualizar que vc é praticamente mestre em relações internacionais,espero que não seja otimista ao ponto de crer que a via diplomática terá eficácia nesta questão.Não será o ataque as usinas a melhor soluçao?Esta questão é seria por demais.Abraços a todos.Paulo Ricardo Rêgo

PAULO REGO
PAULO REGO

A questão nuclear é antes de todos os aspectos o ponto crucial deste embrólio.Não sejamos inocentes ao ponto de achar que Teerã irá paralisar o seu projeto nuclear por conta de sanções financeiras ou ameaças de invasão estrangeira,pelo contrário isto irá acelerar o andamento do programa nuclear.Qual país islâmico ainda mas sendo este radicalista irá abrir mão de sua soberania em prol de um país que a priori comunga de pensamentos ocidentais.Portanto amigos ou as potências bélicas cortam este mal pela raiz ou futuramente não haverá mecanismo de contorno desta situaçao.Um ataque rápido,cirúrgico as usinas é suficiente,pelo menos como contensão momentanea.

Anonymous
Anonymous

Complementando. A questão tem um pano de fundo ainda não abordado pelo blog. O econômico. Os EUA estão uniformizados de Israel, escondendo-se do real interesse. Todos são sabedores de que as fontes de energia fóssil existentes no golfo pérsico terão suas reservas esgotadas no máximo em 15 anos, portanto, interferir em maior escala, e o suficiente para controlar a região conhecida historicamente como crescente fértil ou coração do mundo, é essêncial para a manutenção da matriz enérgetica estadunidense. O Irã será mais uma investida, depois de Iraque e Afeganistão. O problema maior é com os russos, esses sim, capazes de enfrentamentos maiores e com grande influência naquela região.

Anonymous
Anonymous

O texto é irretocável. A liberdade dos homens não é traduzida em ações. Exemplo: apenas países alinhados com os EUA tem autorização para fabricação de bombas nucleares.E parece que existe uma cegueira generalizada nessa questão, ou pior, uma visão tendenciosa e unilateral patrocinada pela doutrina midiática ocidental.

Anonymous
Anonymous

Se acharem as armas quimicas no Iraque (Sadan), se acharem armas de destruição em massa na Libia (Kadafi), eu vou acreditar que no Irã tem bomba nuclear.... enquanto isso eu acredito que o EUA quer beber petróleo !!!!

Anonymous
Anonymous

Sr. GIOVANI, o artigo está, em partes, correto e óbvio, porém há um enorme fundo de maldade com a idéia nuclear do Irã, pois almejam destruir Israel por simples questão religiosa, não há como não entrar neste aspecto. Melhor dizendo, querem dominar o mundo com idéias islãmicas, isto está expresso no Alcorão, então o povo mais perto contrário aos dogmas "ala" são os judeos, o resto do mundo é uma questão de tempo. Na verdade a EAU (Arábia Saudita), conseguiu confundir o mundo de que todas as pessoas daquela parte do oriente são árabes, o que não é verdade, como também os EUA conseguiu culturar o mundo, que somente eles são Americanos, e que nós somos latinos americanos, ora, que tamanha discrepância que até as escolas ensinam, professores aculturados e sem visão da realidade, tapados e omissos de raciocínio próprio. Vamos raciocinar então, temos 5 contientes e quem nasce em cada qual recebe sua cidadania correlativa, a América, por ser uma faixa de terra vertical no globo, recebeu divisão geo-política para identificar grupos de sociedades por região, dizer que somos latino-americanos é apenas para identificar que estamos na região de formação latina (política), se sul-americanos é porque estamos na região sul da América (geográfica). A realidade é, qualquer pessoa que nasce do Canadá à terra do fogo (chile), é AMERICANO, qualquer brasileiro, peruano, canadense, mexicano pode dizer com firmeza que é "AMERICANO", e se quizer saber de qual faixa geográfica da américa se pertence, é só usar o complemento político ou geográfico. Quando residi no exterior, angariei amigos de várias partes da europa, inclusive ásia, áfrica, e pasmem, eles não me reconheceram como americano, apenas como latino, e abusavam: "do sub-mundo". Culpa de quem? de cada ser que nasce e vive nesta faixa da divisão geo-política e se calam, aceitam os professores nos excluir de americanos. N Nossa cidadania continental deve ser defendida por cada um. Não escrevo mais para não cansar o texto, para maiores entendimentos é só fazer contato. [email protected]

Luiz Guimarães
Luiz Guimarães

Gente! Quanta insensatez!O problema no Irã não é o de se tornar uma "potência " nuclear mas sim o de poder detonar uma potente bomba nuclear. Ou seja, o problema não está na Potência Nuclear e sim na Potência de uma bomba nuclear.As modernas podem destruir um país inteiro. Para tanto os engenheiros, primeiramente, têem que "juntar" o combustível suficiente com a operação de centrífugas e posteriormente, com a queima do urãnio (nas usinas), obter o subproduto que é usado nas bomabas. É exatamente nessa fase que está o projeto do Irã atualmente. O que os países querem é freá-lo antes que aconteça o final disso: juntar alguns quilos de plutônio (mercadoria que não se compra no mundo). Hoje a tecnologia atômica é usada como arma de dissuasão e pode desequilibrar qualquer região. Na américa do sul seria uma catástrofe diplomática se o Brasil se armar nesse nível. A corrida na região seria incontrolável. Por isso, num pacto firmado com Argentina, tanto nós quanto eles somos signatários do tratado de não proliferação de armas atômicas e nossas usinas são supervisionadas DIARIAMENTE. Portanto, caro Giovanni, suas afirmações, além de ingênuas, estão muito desinformadas .Você mataria os cupims antes que eles conseguissem derrubar o seu telhado?O problema nuclear é muito sério, sério mesmo!!!Que o digam os EUA, Rússia e o Japão....

Bianca Fadel
Bianca Fadel

Giovanni, sem mais: ESPETACULAR seu post! [2]Não tem erro mesmo criar (ótimas) expectativas quando se trata dos seus posts! ;)

Alcir Candido
Alcir Candido

Giovanni, sem mais: ESPETACULAR seu post!Ousado, acertado e bem escrito!Parabéns!!!