Irã e a questão nuclear: Parte 384594

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Discussão vai, discussão vem sobre o papel do Brasil na negociação com Irã e Turquia. O assunto ainda está rendendo pano pra manga. Agora, segundo Ahmadinejad, Teerã deve informar oficialmente a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre os termos do acordo e reiterar o cumprimento do mesmo.

Enquanto isso, no Conselho de Segurança, os EUA conseguiram negociar com as demais quatro potências uma quarta rodada de sanções econômicas. Basta convencer outros quatro membros rotativos e tá tudo certo. Os termos das sanções, que devem incluir restrição ao acesso ao petróleo, foi classificado como uma ‘piada’ por Ahmadinejad.

Segundo Marco Aurélio Garcia, “se os EUA optarem pela sanção, eles vão se dar mal. Vão sofrer uma sanção moral e política. Cabe aos EUA decidir se querem ou não um new deal com o Irã”.

Em primeiro lugar, ninguém quer entrar nesse balaio de gato que é a situação com o Irã. E recriminar os EUA por levar adiante as sanções parece ainda mais improvável. Apesar disso, permanecem dúvidas sobre a viabilidade do pacote de sanções. Os discurso das cinco potências gira em torno do argumento de que o acordo com a Turquia não impediria a aplicação das resoluções, já que elas recairiam sobre o fato de que o Irã não deixaria de enriquecer urânio a níveis mais altos.

Sanções econômicas NÃO funcionam. Não funcionaram com países menores, não funcionaram até agora com o Irã, e não funcionarão. Independente da atitude brasileira e turca ser ou não plausível, levar ou não a algum lugar (isso só poderemos aber com algum tempo), aplicar sanções é quase uma provocação para que o Irã continue enriquecendo Urânio e emitindo comentários do tipo ‘isso é uma piada’

Definitivamente, se negociar não é efetivo, como as potências afirmam, esse cabo de guerra parece mais aquelas situações em que os adultos falam “Você vai apanhar se não entrar na linha”, e a criança, além de mostrar a língua, ainda retruca “E daí? Nem doeu!!”


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