Há… uma semana!?

Por

relogio

Aqui no blog temos a seção “há um ano” em que postamos análises das consequências dos fatos que, bom, aconteceram há um ano. Mas nessa semana agitada, já se faz necessário rever as postagens de poucos dias atrás por que durante esse período em que a Terra deu pouco mais de 7 voltas no próprio eixo muita coisa aconteceu.

Sobre a epidemia de Ebola na África, começa hoje a quarentena nacional em Serra Leoa. Cerca de 6 milhões de pessoas estarão impedidas de saírem de casa, não para evitar o alastramento da doença – mas para que seja mais fácil identificar os infectados. A situação exige essas medidas drásticas, mas faltam condições e pessoal. Sem auxílio, a estimativa é que, sem os casos contabilizados e com a possibilidade de alastramento e mutações do vírus, até 2015 a epidemia a casa dos milhões de infectados.

Enquanto isso, um pouco ao norte, a coisa esquenta no Iraque com os primeiros ataques de países ocidentais a bases do ISIS/Estado Islâmico, efetuados pela França. A expectativa é que se mantenham os ataques aéreos, mas ao longo da semana o comandante das Forças Armadas dos EUA cogitou a possibilidade de enviar tropas em solo caso seja necessário. Obama já refutou essa possibilidade, pois com as implicações dessa empreitada passando até pela crise ucraniana (já que o apoio da Rússia nas operações será essencial e isso deve afetar negociações que vão de Damasco a Kiev) a última coisa que quereria é mais uma impopular incursão armada para causar a morte de americanos.

Por fim, ontem aconteceu o tal referendo na Escócia acerca da independência do Reino Unido. E para a felicidade dos professores de Geografia, a terra da rainha continuará a ter seu fundo azul com a cruz diagonal branca, pois resultados preliminares apontam a vitória do “não”, permanecendo o vínculo histórico. Análises sobre a razão disso passam por muitos fatores, o principal deles o risco econômico que a opção pela separação apresentava e o fato que o “sim” havia sido superestimado. Bom para David Cameron, que não entra pra história como o Primeiro-ministro que destruiu o Reino Unido, mas tem problemas pela frente por ter sido um dos responsáveis por esse plebiscito em primeiro lugar, e agora para agraciar o parlamento escocês, que vai receber alguns poderes (e mais dinheiro) como parte de um acordo proposto como medida preventiva da separação.

Não é possível nem escrever o “postando e relembrando” por ser algo tão recente, mas imagino como será o “há um ano” de setembro de 2015 se os eventos dessa semana repercutirem como o esperado…


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