Há um ano...

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O Giovanni Okado, na semana passada, acabou criando uma nova coluna aqui no blog: “Há quase um ano…” e acabou adiantando o assunto que seria tratado hoje! Então, desta vez, a coluna vai se chamar: “Há um ano (e uma semana)…”.

Brincadeiras a parte, há um ano e uma semana lançávamos nosso primeiro podcast! Depois dele foram outros 16.

O assunto daquela semana era a chegada e as conseqüências políticas da crise na América do Sul. Àquela época, falava-se que era a maior crise da história do capitalismo desde 1929 e os primeiros impactos estavam sendo sentidos por aqui.

Um ano (e uma semana) depois, nem se fala mais no assunto. Incrível como as coisas estão passando rápido, não é mesmo?

O presidente Lula naquela época também andou aumentando seu repertório de frases de efeito mal colocadas. Disse que o Obama tinha cara de gente. Veja aqui o post que fizemos sobre o assunto. E esse mesmo post tratou da visita da presidente Cristina Kirchner ao Brasil, bem no meio de uma tensão comercial entre Brasil e Argentina por conta das inúmeras medidas que nossos vizinhos tomaram para proteger sua economia em decorrência da crise. O assunto voltou a ser tratado várias vezes aqui no blog, como no post “A Argentina e seus bodes”.

E, aí assim, no dia 27 de março de 2009, lançávamos nosso segundo podcast! Polêmico como nunca na história deste blog, gerou até um post do leitor da hoje colaboradora Adriana Suzart em resposta!

E o tema do podcast, pra variar, as frases de efeito do Lula. Eu acabei sendo tomado pelo espírito do presidente e usei também uma frase de efeito: “Nosso presidente está mais por fora que cotovelo de caminhoneiro…”.

Ele havia dito, na ocasião, a famosa frase sobre a origem da crise (mais uma vez ela): “A crise foi causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis”.

E a foto deste post foi a mesma que ilustrou outro, do dia 25/03, com uma montagem que fizemos com uma foto do Obama que tinha sido colocada na capa do jornal Valor Econômico. Veja o post na íntegra aqui. Naquela época, ninguém seria capaz de imaginar que o Santo Obama, um ano depois, teria uma popularidade próxima a do presidente Bush!

E por fim, gostei de rever um post que gosto muito: “Escrevendo certo por linhas tortas”, que trata das malandragens que o Brasil faz com seus vizinhos. Naquela semana, os bolivianos estavam doidos da vida porque o Brasil estava comprando bem menos gás do que o acordado.

E é isso, postando e relembrando!


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