Há um ano...

Por

Marina

A primeira semana de outubro de 2013 tinha um noticiário agitado (e trágico) ao mesmo tempo em que, profeticamente, jogava luzes sobre algo que está por acontecer exatamente um ano depois.

Primeiro, uma postagem sobre o naufrágio de um navio de refugiados, abordando as condições desumanas a que são submetidos, encontra ecos em 2014 com a recente notícia da catástrofe no mar de Malta que vitimou mais de 500 pessoas entre refugiados sírios, egípcios e palestinos rumo à Europa. Ainda nessa semana, as notícias de maus-tratos a refugiados em abrigos na Alemanha expõe ainda mais o problema da adaptação (e da tolerância) a estes. Trata-se de um desafio a ser enfrentado pela comunidade internacional como um todo, já que o aumento da crise na Síria, as ofensiva contra terroristas no Oriente Médio e possivelmente a crise da Ucrânia vão gerar um fluxo crescente de refugiados para a Europa, e não será tolerável que continuem a enfrentar os riscos da viagem clandestina ou do naufrágio em embarcações superlotadas.

Porém, em postagens mais “domésticas”, o destaque ficava para a “imagem da semana”, com o impedimento da criação do novo partido de Marina Silva, e a postagem seguinte consagrando sua aliança com Eduardo Campos para o pleito presidencial de 2014. Como esperado na análise, Marina entrou como vice do ex-governador de Pernambuco, mas quis o destino que viesse a assumir a chapa pelo trágico falecimento de Campos e causasse uma reviravolta no cenário eleitoral. Surpreendentemente, seja pelas condições em que assumiu a candidatura, seja pelo resgate de uma parcela do eleitorado fiel a ela, o fato é que estaria tendo um desempenho muito superior ao candidato falecido. Hoje, apesar de pesquisas serem algo incerto, pode-se dizer que se apresentam chances realistas de enfrentar a atual presidente no segundo turno. Neste fim de semana, com o primeiro turno, saberemos quais os resultados de um cenário que se desenhava há pouco mais de um ano. E as consequências para o Brasil, especialmente na arena internacional, dependem também disso.

E vamos que vamos, postando e relembrando…


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