Há um ano...

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Lembrávamos a morte de Itamar Franco, em 2011, e discutíamos se Dilma Rousseff seguiria os passos de outros estadistas brasileiros. Ao avaliar o primeiro ano de seu governo, questionávamos quais fatores poderiam entrar em uma possível análise do seu legado. No final das contas, contudo, o ano 2013 é o que deverá entrar nos registros dos historiadores.  

A presidente, que chegou a ultrapassar seu mentor em termos de popularidade, caiu quase 30 pontos na avaliação dos brasileiros. Ninguém previu e poucos arriscam apontar um possível desdobramento. Nem a oposição, por enquanto, pode comemorar muito. A crise assolou o sistema partidário em sua totalidade. Talvez, Marina Silva possa capitalizar com tudo isso. 

Além disto, apresentávamos a questão Assange. O Equador apresentava-se como um guardião dos Direitos Humanos, oferecendo abrigo ao ativista em sua Embaixada em Londres. Deste então, ele continua lá. O asilo já foi concedido, mas sem garantias necessárias do governo britânico, Assange não consegue chegar ao seu destino final. Agora, a WikiLeaks encontrou um novo aliado.

Sob os mesmos parâmetros, o procurado da vez, Snowden, espera igualmente algum país disposto a recebê-lo. O Equador, novamente, considera fazê-lo. No mesmo país, em 2012, discutia-se a polêmica Lei de Comunicação. Em um paradoxo curioso, o protetor de Assange (e possivelmente de Snowden) busca meios de controlar controlar o fluxo de informações no país, enquanto insiste em abrigar um personagem que tem como missão divulgar informações sobre temas sensíveis.  


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