Há um ano...

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Caminhos tortos? Insucessos? Esses poderiam ser títulos para denominar uma breve análise das postagens ocorridas há um ano.

Um post do Alcir sobre os EUA no Conselho de Direitos Humanos da ONU exemplifica bem como andam se dando as políticas de Obama na arena externa – uma grande sucessão de boas inteções, e poucos sucessos alcançados efetivamente. Não ajudava muito a entrada em um órgão de importância esvaziada, em que prevalecem conluios regionalistas que possibilitam a entrada de buona gente como China e Cuba no rol de defensores máximos dos Direitos Humanos. Mas Obama anda tendo problemas para implantar suas políticas de “ruptura” com a Era Bush, e a no campo dos Direitos Humanos ainda não mostrou a que veio – cadê o fechamento de Guantánamo?

Talvez esteja relacionado com outro post de sua autoria no qual discute o que se fazer no combate a extremistas. Usando o exemplo da repressão aos Tigres Tâmeis e uma carnificina resultante no Sri Lanka, discorreu sobre os meios a que o Estado recorre para combater seu inimigo. Pensando nos EUA, que estão com problemas até o pescoço com isso, Gunatanamo ainda pode ser vista como um mal necessário. Ainda mais no caso do terrorismo, que não tem face e pode aparecer como um paquistanês trapalhão que não conseguiu explodir um carro no meio da cidade mais vigiada do mundo sabe-se lá como. Os EUA ainda não conseguem lidar perfeitamente com isso e a cara do terrorismo é cada vez mais difusa.

Já por estas bandas, estava em voga a polêmica do ingresso da Venezuela no clubinho do Mercosul – e não é que conseguiram o apoio do senado brasileiro em dezembro do mesmo ano? As ambições apresentadas ficariam muito melhor no âmbito da UNASUL. Se há algo que podíamos ver derrpando aqui é próprio Mercosul, que enfrenta faz tempo uma crise de legitimidade, tolera o ingresso de um país não-democrático (violando cláusula pétrea do bloco), com mercado fechado e pouco afeito a uma tarifa comum… Hoje o Mercosul azeda, com a Argentina ameaçando barrar produtos alimentícios dos parceiros e cada vez mais distante de uma “pequena UE” como se queria originalmente.

Quanto ao apoio meio que suspeito a um candidato no mínimo contraditório à UNESCO, como moeda de troca para a eleição de Celso Amorim para a AIEA, não deu em nada para ambos os lados. A cadeira da AIEA ficou com um diplomata japonês e o egípcio perdeu, culpando uma “conspiração sionista”. Vai entender. Quem perdeu mais, obviamente, foi o Brasil, que ficou sem vaga nas duas organizações. Além disso, mostrou uma tendência pouco saudável do país se por ao lado de gente não muito bem-vista na comunidade internacional, e que ficou bem mais aguda ultimamente com a defesa de seus amiguinhos atômicos.

Se alguém teve muito sucesso naquela semana, foi a Página Internacional! Editávamos nosso 8º podcast (sobre a pujança da economia chinesa, que no momento ultrapassava os EUA como maior parceira comercial do Brasil e hoje se confirma cada vez mais, singrando impávida nos mares de crise e recessão mundiais), bem como o centésimo post, no qual agradecíamos aos colaboradores pelo esforço e despretensiosamente pedíamos apoio na votação do Top Blog. Quem imaginaria o que estava por vir!

É isso aí. Postando, relembrando, e votando pessoal!


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