Há um ano...

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Há um ano atrás, um fato histórico bastante importante para o continente americano ocorria: Cuba foi reincorporada à Organização dos Estados Americanos (OEA). À época, Celso Amorim afirmou que “O bom senso continua vivo. A OEA está viva, e a resolução de 1962, morta, sem pompa nem vintém.” Será mesmo? Doze meses depois, Cuba permanece na instituição, mas as opiniões divergentes que existiam até então continuam ativas.


Em meados do mês de maio, com a divulgação pela OEA do relatório sobre Segurança Cidadã e Direitos Humanos, as discussões acerca das características do regime político cubano voltam à tona, sendo que líderes do Congresso dos Estados Unidos e o Diretório Democrático Cubano midiatizaram a contínua violação dos direitos humanos em Cuba. As tensões políticas foram reforçadas com a divulgação de um relatório a respeito do status de prisioneiros políticos em Cuba (leia mais aqui), debate que ainda deve render muitos posts antes que a comunidade internacional entre em algum tipo de consenso…

E por falar em assuntos que não saem de pauta na agenda internacional, eis que devemos citar a Coréia do Norte. Há aproximadamente um ano, as discussões e as grandes dificuldades no âmbito de Defesa e Segurança se encontravam no eixo Irã-Coréia do Norte, sendo que esta atemorizava o mundo com seus testes atômicos e o incremento de seu potencial nuclear em geral (assunto de vários posts, veja aqui, aqui e aqui). Um ano depois, confira exemplos de recentes manchetes sobre o assunto: “ONU teme que Coréia do Norte exporte tecnologia nuclear” e “EUA oferecem opção clara de integração ou isolamento a Irã e Coréia do Norte”. Comentários?

A propósito, e pra finalizar esse post de memórias, Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, dispensa comentários. Há um ano, ele estava envolvido em uma série de escândalos nacionais, gafes e tablóides (reveja aqui). Há uns dias, o mesmo lançou outra declaração polêmica: ao citar o ditador fascista Benito Mussolini em entrevista coletiva, Berlusconi lamentou não ter tanto poder quanto gostaria.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”? Bom, Camões certamente trabalhava com uma escala temporal superior a um ano…


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