Há um ano...

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Enquanto um ano se passou na história mundial, no complexo livro das relações internacionais talvez tenha passado nada mais do que alguns grifos que ressaltavam alguns temas. Os destaques aos leitores se foram, mas muitas dessas questões ainda prosseguem, enquanto aguardam um novo grifo de outro leitor em um novo momento.

Agora, no livro das postagens da Página Internacional, há um ano, tínhamos um cenário de crises. Tensões como aquela entre as Coreias ou como aquela velha história do programa nuclear iraniano. Dois temas que foram bem retratados no texto “Dominó Mundial”, de autoria do Álvaro, no qual ele aponta que em ambas questões as divergências entre o tio Sam e o dragão chinês eram evidentes.

Essas diferenças formariam um grande dominó mundial, no qual a oposição em uma questão impediria a negociação em outra. Um ano depois, podemos dizer que essas peças ainda estão delicadamente posicionadas no tabuleiro mundial, com a ressalva de que poderio econômico pode não necessariamente significar influência em todos os âmbitos da política.

Isso porque a China nem chegou a votar contra as novas sansões econômicas contra o Irã aprovadas pelo Conselho de Segurança (lembrando que com duas abstenções: Brasil e Turquia), acatando com a decisão dos cinco gigantes do veto.

Por isso mesmo, relembrar esse texto caberia dentro de muitas discussões interessantes. E essa tal ascensão da China e declínio do poderio americano? De fato podem ser levados em consideração quando tratamos da nova ordem mundial? Será que dá pra dizer que a economia é um ambiente de muitos países hegemônicos enquanto que na esfera da segurança o Tio Sam ainda mantém sua hegemonia? Se sim, como isso seria?

De fato, podem-se levantar muitas questões. E dentre todas essas dúvidas, alguém que antes era manchete torna-se mero coadjuvante nas notícias quando a primavera árabe desabrocha. E o Irã? Apesar de pouco se falar de programa nuclear, Ahmadnejad ainda é tema de muitas notícias já que anda em uma relação conflituosa com os líderes religiosos do país, os aiatolás. Enquanto se equilibra na corda bamba, o presidente iraniano agradece ao novo foco da imprensa internacional e das declarações de Obama.

E no final das contas, no livro das relações internacionais, o Irã agradece a falta de atenção, a China fortalece-se como potência econômica, os Estados Unidos experimentam limitações hegemônicas; enquanto o dominó mundial ainda é instável e espera um simples sopro para desabar em mais crises…


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