Há um ano...

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Há um ano, o blog não poderia ter uma maior diversidade de assuntos durante uma semana. Foram postagens que discutiam o que literalmente ocorria no mundo todo, já que nenhuma parte do globo foi esquecida. Mais do que isso, o que chama atenção é a atualidade das discussões. São assuntos que vão e voltam à pauta do que ainda escrevemos aqui e o que vemos em outros sites e blogs.

Durante a abertura da semana, Raphael discutia a crise da economia grega. Entre o ainda nebuloso cenário de desolação, já se podia extrair números preocupantes da economia, como um PIB decrescente, a alta da dívida pública e o desemprego. Problemas que ainda persistem no país e se espalham pela Europa.

A leitora do blog, Tamiris Batista, escrevia seu último post especial, que trazia uma série de discussões do que ela chamou de “ideias que transcendem fronteiras”. O ativismo e a perseguição à banda Pussy Riot, extremamente crítica ao governo Putin, e o fortalecimento do grupo Anonymous nas redes sociais faziam parte desse novo momento, em que a internet contribuía para espalhar ideais pelo mundo, como virais. Os virais sobre o general Kony e vídeos contrários ao conflito iminente entre Israel e Irã pipocavam na rede. Um ano depois, eis que a Rússia é centro de polêmica lei anti-gay. Em outro momento, vemos bombas sendo lançadas sobre a população da Síria. A internet continua sendo a grande propagadora de informação, dando voz a opiniões e “ideias que transcendem fronteira”.

A Síria em si também não passou em branco. Álvaro escreveu sobre ela e outros países em conflito. E imaginem sobre o que? Mortes causadas pela repressão, o mar de refugiados que se formava no Líbano, no Iraque e na própria Síria. Repressão de governos ditatoriais, guerras internas e a situação caótica dos civis, fugindo de fronteira em fronteira em busca da paz. Há algo mais atual que isso?

Se deslocando um pouco no mapa, Cairo fazia uma pergunta pertinente: cadê as RI na África? Na verdade, era uma crítica legitima ao baixo número de estudos e conhecimentos sobre o continente. Aprofundando a constatação, pergunto: onde está a África nas discussões das ciências humanas? O continente é um abismo de desconhecimento. Existe uma escassez de pesquisas e, quando feitas, parecem passar sem grande destaque pelas discussões científicas ou artigos jornalísticos.

Por fim, a América foi contemplada. A tardia posse do presidente mexicano Peña Neto, depois de alguns percalços, foi assunto da postagem da Bianca. As constantes denúncias de corrupção de seu partido e a suspeita de fraude eleitoral ameaçavam deslegitimar sua vitória nas urnas. De fato, há um ano atrás a Página Internacional contemplava discussões em vários locais do mundo. Muitas delas ainda hoje centrais nos debates desse ano. Um show de diversidade para os nossos leitores.


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