Há um ano...

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Para o primeiro texto de nossa coluna de 2012, nada melhor do que retomar as discussões marcantes que a Página Internacional realizava logo no início de 2011. Expectativas sobre o governo Dilma e sobre o futuro da zona do Euro, o plebiscito que levaria à divisão do Sudão e a “talebanização” da faixa de Gaza eram os temas abordados na primeira semana de 2011 no blog.

No primeiro texto do ano (confiram aqui), de autoria do Luiz Felipe, nos é apresentada a grande expectativa em torno do governo Dilma e a dificuldade de se preenchê-la. Não uma expectativa de ruptura, de muito novo, mas de continuidade e com um estilo próprio. Essa dúvida, ainda hoje, nos é apresentada diariamente. Da famosa “faxina” de ministros com posturas inadequadas até a adoção de posições um pouco diferentes na política externa, um ano depois, Dilma parece ainda viver o dilema dos indicados pela continuidade. Já tem demonstrado um estilo próprio e parece não compartilhar da noção política de confiança de seu antecessor, mas, ainda é preciso mais tempo e, nesse ponto, um ano depois, a pergunta central do post se mostra muito atual.

A adesão da Estônia à União Europeia, como colocou o Álvaro (clique aqui para conferir), era um dos poucos sorrisos que os países europeus, após três anos de crise, conseguiam esboçar no início de 2011. Quem diria que, no início de 2012, as tentativas de represar e ignorar a crise iria formar a enchente que derrubaria os líderes gregos, italianos, portugueses, espanhóis e desencadearia nos milhões de indignados pelo continente?

Enquanto isso, na África, a Bianca nos brinda com um excelente texto sobre o plebiscito que levaria à emancipação do mais novo Estado da ONU, o Sudão do Sul (confiram aqui!). Comparando a atuação das grandes potências do século XIX a audácia dos homens descrita no mito bíblico da Torre de Babel, o texto nos leva mais a fundo na realidade do país.

Na mesma semana, Giovanni levanta uma interessante crítica a uma notícia recorrente à época sobre a possível “talebanização” de Gaza, significando que como o Taleban no Afeganistão, o Hamas estaria tomando caminho semelhante ao se tornar a organização política dominante no país de maneira quase imperceptível aos olhos de todos (clique aqui para relembrar).

Esses eram os temas abordados na primeira semana do ano passado pelo blog. Além desses textos, também demos seguimento a nossa coluna, Conversando com a Teoria, abordando um estudo de caso do liberalismo.

Como já é usual, observamos temas caducando e outros ganhando cada vez mais prosseguimento. A crise Europeia como o tema do momento, o futuro do governo Dilma como uma dúvida recorrente e as incertezas sob o domínio da faixa de Gaza como questionamento permanente.

É isso aí, pessoal, postando, discutindo e relembrando!


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