Há um ano...

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E vamos que vamos, à nossa reflexão rotineira sobre o passado em que vemos como o mundo mudou (ou não…) ao longo de um ano.

Há exatamente um ano, o tema era o conceito de responsabilidade social e como isso estava sendo incorporado à filosofia de empresas. Iia inclusive contra o senso comum (de que seria aplicada de modo seletivo, apenas quando era conveniente), já que o momento de crise demonstrava justamente o contrário, em que a manutenção dessas políticas implicava em sustentabilidade em longo prazo. É bem interessante ver como nos últimos anos tantas empresas começaram a adotar slogans e marketing se vinculando ao lado “do bem”, responsável. De repente, é como se todos, de bancos a empresas de salgadinhos, começassem a se importar com impacto ambiental e social de sua atividade. Não digo que não seja legítimo, mas será que não estamos chegando a um ponto em que isso está se tornando uma mera estratégia de promoção de imagem, que acaba esvaziando o sentido original? Quais desses que alegam isso estão realmente preocupados com a situação e implantando projetos que valham a pena…?

No dia 17, o tema era o recorrente drama das tragédias causadas pela fúria da natureza, e como isso tinha seus impactos de acordo com o desenvolvimento de cada região afetada. Claro que 2011 foi um ano particularmente ruim nesse departamento, e ao longo do ano todo, mas parece que a natureza deu uma aliviada nesse começo de 2012. Fora o que acontece no Brasil nas últimas semanas, com as chuvas e tudo mais, não estamos tão mal (apesar do fato de ser um drama anunciado, e de como nos escandalizamos com o desvio e mau uso de recursos que podia evitar muito disso…). Ainda assim, não temos muito o que comemorar um ano depois, já que permanece a tragédia da ignorância humana. Tivemos essa semana mesmo a quase tragédia da queda de uma sonda russa inutilizada que estava deixando a mídia em polvorosa (mas já caiu no mar), além de muitos outros desastres humanitários como a fome sem fim na Somália, ou a fratura do Sudão. Isso sem contar o esfarelamento do que entendemos como Estado na Síria. Ou a tragédia das negociações (ou a falta delas…) com o Irã. E esses, todos causados pela razão humana, são muito piores que qualquer enchente ou terremoto, por que têm a capacidade de se espalhar assim como seus efeitos…

Por fim, no dia 18, um post do leitor comentava sobre o tema das redes sociais e a personalidade controvertida de Mark Zuckerberg, criador do Facebook da rede mais famosa (e rentável) da atualidade. Um ano depois, talvez a lição que fique sobre o tema, além de Mark estar bem mais endinheirado, seja a mesma da postagem sobre responsabilidade social – nesse intervalo, cresceram a popularidade e a importância dadas a esse tipo de rede, como um local de divertimento, socialização, e por que não, de negócios; ainda assim, será que esse tipo de rede tem essa importância toda? Seu potencial de inserção é plenamente utilizado? Ou é uma integração “ilusória”? Até que ponto o que se passa lá dentro é algo realmente construtivo? Ou a participação em massa em protestos e reclamações se esvazia por ser um ambiente virtual?

Enfim, é isso aí pessoal, postando e relembrando!


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