Há um ano...

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E vamos relembrando as postagens que marcaram o início de abril de 2011. O tema quente da época era a questão da “Primavera Árabe”, que já esfriava, com a questão dos refugiados tunisianos “invadindo” a Europa. O tema definitivamente virou algo de menos impacto hoje, um ano depois – ao menos, o impacto na mídia ocidental, já que na maioria dos países em que houve agitação continua a haver incerteza (como na própria Tunísia) ou mesmo uma situação de violência persistente, como na Síria. Este é um país que se relacionaria bem com outra postagem, sobre as intervenções ditas “humanitárias” e seus interesses ocultos que se amparam na moral das armas e na promessa de lucros. Ora, a Síria é o caso exemplar de como interesses escusos fazem com que não haja uma intervenção. E se houvesse, seria uma solução mesmo? Em um primeiro momento cessaria a matança de civis, mas depois haveria condições para essa mudança se sustentar? Se sucederia um caos similar ao da Líbia? Dá o que pensar… 

Falando em Síria, um dos que blindam o regime de Damasco na ONU é a China – e esse país era tema de postagem também, afinal, iria ocorrer a primeira viagem oficial de Dilma ao Império do Meio, e havia muito o que comentar sobre a crescente relação econômica com o Brasil. Muito pouco mudou hoje – a China já é nosso maior parceiro comercial, e apesar de lutar ao lado do Brasil em alguns fronts políticos, como buscar mais representatividade no FMI, e mesmo na economia há progresso com acordos de investimentos e coisas do tipo, mas ainda há rusgas quando se fala em guerra cambial e nas medidas protecionistas brasileiras. Por enquanto estamos no estágio do “amigos, amigos, negócios à parte”, mas uma hora essa bomba vai estourar. 

Por fim, uma postagem sobre as eleições do Peru – e a falta de perspectiva acerca dos candidatos favoritos, cujas opções seriam como escolher entre “uma doença terminal e AIDS”. Pairava uma certa incerteza contra o futuro vencedor, Ollanta Humala, um ex-militar golpista. No fim das contas ele fez um discurso “paz e amor” à la Lula e hoje goza de uma aprovação bastante expressiva (apesar de ainda ser alta a taxa de reprovação e haver um certo escândalo por conta de favorecimento a seu irmão preso). Esse é um que precisa abrir o olho pra manter o país estável após anos de estabilidade com Alan Garcia. 

É isso aí pessoal, postando e relembrando!


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