Há um ano...

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Em julho de 2011, o mundo das relações internacionais era agitado. As revoltas no Oriente Médio e norte da África ainda estavam no pique, e a presidente Dilma Rousseff já mostrava um pouco de seu perfil no cenário internacional. Aproveitamos essa deixa pra lembrarmos de uma postagem do dia 02 de julho, no dia em que falecia o ex-presidente Itamar Franco, quando o Luis Felipe comentava sobre a tradição (e feitos) dos últimos estadistas brasileiros antes de Lula, como Sarney e FHC. Se pensarmos hoje, em Dilma, um ano depois, do que poderemos nos recordar? Ou melhor, como ela poderá passar à história (se comparando a como vemos os outros mencionados)? É complicado quando pensamos em quem a precedeu, e mesmo após pouco mais de um ano e meio de mandato, é difícil avergiuar se houve algo de mais relevante que vá “marcar” sua presidência. O fato de ter trocado um grande número de ministros e iniciado um processo de “limpeza”? A atuação internacional menos destacada, mas não menos incisiva, em assuntos delicados? O protagonismo na questão da Rio +20, que apesar de ficar aquem das expectativas trouxe grandes novidades para a discussão do tema? A posição dúbia de nossa diplomacia com relação a temas sensíveis como democracia e legitimidade? Tudo isso vai pesar no futuro, quando os historiadores forem analisar o período… 

Um pouco adiante, no dia 05, texto do Giovanni sobre a conquista do cargo de diretor-geral da FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação da ONU) por um brasileiro, e apresentava os questionamentos e desafios dessa organização. Hoje, vemos que sua ação ainda é limitada – na última reunião do G-20, por exemplo, a FAO pediu aos líderes mundiais que se esforçassem para reduzir o desperdício de alimentos e lutar contra a fome; mas, do discurso para a ação, existe um abismo de interesses, e não parece ser uma realidade que vá mudar tão cedo. 

Por fim, no dia 04, um breve texto sobre o mercado do futebol nos EUA encontra paralelo em 2012 com a Eurocopa (cuja final foi ontem), um evento de grande êxito em termos de audiência e mercado (basta dizer que passa na TV aberta do Brasil, que até onde eu saiba não é país europeu…). O texto do ano passado mostrava como empresários tentam tornar a liga de futebol num negócio rentável pro Tio Sam, enquanto vemos que no resto do mundo, é algo totalmente rentável há muito tempo. Tanto que o que mais marcou o evento, além dos jogos, foram os protestos (que já tratamos aqui), que aproveitam justamente a exposição mundial para defender uma causa. 

É isso aí pessoal, postando e relembrando.


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