Há um ano...

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E voltamos com mais um “Há um ano…”. Relembrando o que mereceu destaque aqui na Página Internacional no começo de Agosto de 2011. 

Na mídia nacional só se falava da demissão do então Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e sua substituição pelo ex-Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O debate colocado no post do Raphael questionava o enquadramento de um diplomata de carreira num cargo de “alta patente militar”. Naquela época tudo causou alvoroço, mas quando se fala, hoje, dos dois ministérios, parece que tudo está resolvido. Principalmente com a figura de estabilidade proporcionada por Antonio Patriota à frente do MRE. 

Já um assunto não tão veiculado nos meios de comunicação, mas que foi focalizado pela Bianca, fez jus ao caos social marcado por uma forte crise de fome que afetava milhares de pessoas na Somália, situada no nordeste africano. Transpassando este problema para a atual conjuntura, parece que muita coisa não mudou. Na verdade, o que se intensificou foi só outra grande dificuldade: o caos político. O país vem passando por uma guerra civil tênue e tentou aprovar uma nova Constituição em meio à violência. Infelizmente representa aquela velha história de um país que não é um Estado, propriamente dito, ou seja, não tem um governo que responde pela população. 

Em outro texto, Giovanni trouxe dois temas interessantes: a questão da representatividade no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e a crise na Síria. O primeiro ponto continua sendo debatido e com toda certeza será mantido com a mesma magnitude no futuro, sobretudo pelo crescimento do peso político chinês, brasileiro e indiano. No caso nacional, uma afirmação é interessante para se fazer na atual conjuntura: “Mais do que ser parte do CSNU, o ponto central é questionar qual seria o papel do nosso país na organização. Não basta entrar, mas assumir uma grande responsabilidade e fazer por merecer o posto”. Já quando falamos da Síria, o debate é mais do que recente e sempre detém destaque no blog, pois o presidente Bashar Al-Assad continua causando incômodo e colocando questionamentos quanto à estabilidade interna do país. 

Por fim, o Álvaro comentou sobre os reflexos da crise econômica de 2008 e os montantes das dívidas norte-americanas para com o restante do mundo. Se havia um problema, ele era reflexo da própria política interna dos Estados Unidos. Mr. Obama não mudou tanta coisa conforme era esperado nos momentos de sua campanha eleitoral. Hoje se fala nas próximas eleições presidenciais e o candidato republicano, Mitt Romney, não poupa críticas ao político democrata

É isso aí, revivendo os fatos passados. Em breve voltaremos com mais destas análises no blog.


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