Há um ano...

Por

Fazemos nossa atividade semanal de recordar e viver o que se passava há um ano, com algumas postagens que dizem muito sobre o mundo de hoje. 

No dia 03, comentávamos sobre a morte do clérigo Anwar al-Awaki, no Iêmen, um cidadão norte-americano que trabalhava para a Al-Quaeda e cujo despacho foi comemorado pelos EUA como uma vitória na guerra contra o Terror. O problema é o modo como isso aconteceu – morto por um drone das forças armadas, em território estrangeiro. A discussão vale até hoje, sob vários aspectos. A questão do limite “judicial” (ou até que ponto um Estado pode deixar de considerar um cidadão como tal e passa a encará-lo como um inimigo, ou ameaça existencial, a ponto de matá-lo sem julgamento ou coisa parecida) vale quando pensamos em como os EUA agem nessa luta. Há histórias escabrosas de como o FBI se infiltra em organizações e arquiteta ataques terroristas dentro do próprio país. Não seria isso fabricar um inimigo do Estado? Se não por essa discussão, a postagem é atual hoje quando pensamos em como o Iêmen ainda é uma base para o terrorismo na região (ainda mais com as instabilidades pós-“Primavera Árabe”) e como os drones parecem ser mesmo o futuro da aviação de combate. 

Três dias depois, comentávamos sobre a política externa do governo atual. Até hoje, existem muitas dúvidas sobre como seria esse caráter da política externa de Dilma, e esse era o tom da postagem, com a dúvida sobre o modo como essa política dava continuidade às anteriores ou tinha pinceladas particulares de sua mandatária. Hoje, quando vemos o discurso do Brasil na AG da ONU, se percebe de um modo cada vez mais claro como os temas acabam parecendo os mesmos de sempre. Ao mesmo tempo em que trazem temas importantes à pauta, a política externa atual do Brasil parece beber demais da fonte do governo anterior, e ouso dizer até mesmo que na prática se encontra inalterada. 

Por fim, no dia 07, comentávamos sobre a participação da cantora Shakira em uma comissão do governo dos EUA – uma jogada óbvia de Obama para atrair a simpatia do eleitorado latino. E isso remete, claro, ao ano eleitoral, que promete surpresas. Obama tem popularidade relativa, mas parece que terá um páreo duro contra Mitt Romney, o que chega até a ser surpreendente. As análises do último debate apontam que Romney teve mais sucesso que Obama, uma surpresa vindo do candidato que causa vergonha alheia pela falta de desenvoltura que apresenta em cena. A possibilidade de uma vitória republicana faz com que o mundo preste atenção nas possibilidades que pode acarretar, e deixa Obama em uma situação delicada com a busca pelo voto não apenas dos latinos, mas da camada média que penou em seu governo. 

E vamos que vamos, postando e relembrando pessoal…


Categorias: Há um ano...


0 comments