Há um ano...

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Relembrando postagens antigas, há um ano o blog estava agitado com diferentes temáticas.

Em relação à tão comentada Primavera Árabe, um marco importante acabava de acontecer: a captura e morte de Muammar Kaddafi (confira o post aqui). Transformado em feriado na Líbia, a importância desse dia é inegável, mas também inegável é o fato de que mesmo após um ano de sua chamada “libertação total”, dificuldades enormes ainda assolam o povo líbio. Entende-se hoje que, mesmo com o fim oficial das hostilidades no país, conflitos entre comunidades se tornaram frequentes, devido à forte presença de grupos armados que não se encontram efetivamente sob o controle do Estado. Mesmo que comemorada em Benghazi e Trípoli, a Líbia ainda enfrenta muitos desafios na formação de seu novo governo e na reconstrução social do país.

Dois posts há um ano discutiam também a questão dos países emergentes no cenário internacional. Seja o Brasil – com a primeira viagem oficial de Dilma à África (reveja o post aqui) – ou a China – com suas contribuições elevadíssimas a uma Europa em crise (post aqui), a verdade é que a temática de uma possível “colonização às avessas” chama a atenção internacional. Este ano o debate continua em pauta, sendo que foi inclusive iniciado há duas semanas um processo oficial para que dois assentos europeus na Diretoria Executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) sejam cedidos a países emergentes. Interessante, não? Certamente trata-se de um assunto que estará em pauta por muitos anos ainda no blog…

Por fim, há quase exatos 365 dias foi anunciada a cessação definitiva das atividades do ETA (“Euskara ta askatasuna” ou “Pátria Basca e Liberdade”), grupo separatista basco (reveja o post aqui). Após quase 50 anos de atividades e atos violentos (mais de 800 mortes), esse anúncio pode ser considerado um marco importante para a história da Espanha. Entretanto, um ano se passou e, apesar de nenhum ato terrorista ter sido cometido, a organização ainda não anunciou sua dissolução efetiva, nem tampouco entregou suas armas – elementos essenciais e continuamente exigidos pelas forças políticas espanholas. Com a renovada força dos partidos nacionalistas no País Basco nas eleições regionais deste mês, o debate sobre a independência basca parece não estar, de fato, 100% encerrado.

Relembrando, revivendo e redescobrindo o cenário internacional, de ano em ano seguimos com os posts na nossa Página Internacional! 

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