Há um ano...

Por

No dia 01 de março do ano passado, tínhamos uma postagem com nome bem sugestivo: “A única certeza é a incerteza”. O tema era o programa nuclear da Coreia do Norte, mas serve muito bem pra mostrar o estado de coisas da maioria dos eventos daquele momento, que têm seus reflexos hoje em dia. Alguns mais previsíveis, outros nem tanto…

Já começamos com essa mesma postagem – no ano passado, o que se falava era sobre suspensão de testes, negociações e visitas de técnicos e inspetores da AIEA, com uma previsão otimista contrastando com a imprevisibilidade de Pyongyang. O que temos hoje? A Coreia do Norte comemorando mais um teste nuclear bem-sucedido, e os vizinhos em pânico com a perspectiva de um acirramento de tensões. Se isso vai se concretizar, ou se os norte-coreanos vão recuar uma vez mais em seus blefes atômicos, não dá pra saber. Quem dirá o que vamos analisar ano que vem sobre isso. 

Por outro lado, temos as surpresas meio que esperadas. No dia 06, postagem sobre as relações entre Brasil e EUA mostrava como os choques de posições entre os países sempre são seguidos de negociação e aproximação. Um dos exemplos mencionados lá era a suspensão da compra de aviões de treinamento brasileiros. O que aconteceu nessa semana? A mesma compra foi confirmada. Nas relações entre Brasil e EUA, por mais que haja percalços, a tendência é cooperação ou entendimento, e nesse sentido não devemos esperar surpresas. 

Por fim, um caso em que não houve surpresa alguma. Postagem do dia 05 comentava sobre a questão da variação do câmbio na economia mundial, e a acusação do Brasil de haver guerra cambial nesse sentido. Mais do que o tema, o interessante é a posição do Brasil. Nessa semana, o Ministro da Fazenda se pronunciou sobre o baixo crescimento do PIB em 2012, e apesar do tom otimista, é perceptível uma cutucada na crise mundial como uma das responsáveis pelo desempenho fraco. A renda das famílias e os empregos crescem, mas ao mesmo tempo a dívida e o consumo também. É um modelo que em longo prazo dá problemas, mas é mais fácil colocar uma vez mais o peso maior da culpa lá fora. Já vi isso antes… 

Bom, é isso pessoal, vamos postando e relembrando.


Categorias: Brasil, Economia, Estados Unidos, Há um ano...


0 comments