Há um ano...

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Talvez não haja melhor forma de tornar nossa memória mais eficiente do que exercitando-a. E nossos domingos já são tradicionais para esse tipo de exercício. Em nossa ânsia de tentar manter vivos os assuntos que correm na mídia sobre o internacional, voltamos a refletir sobre o que se passava no blog há um ano. Vamos aos comentários de alguns textos daquela semana de março de 2012. 

No dia 2 de março de 2012, a Bianca trazia um texto especial para a Página Internacional. No post fez uma homenagem às mulheres de Angola pelo Dia da Mulher Angolana e tratou da importância da luta dessas mulheres no país. O dia 2 de março de 2013 passou de certa forma em branco para nossa mídia. Mas com esse exercício somos capazes de celebrar e homenageá-las mesmo assim! 

Em “E no front econômico…”, Álvaro trouxe um debate que se estendeu até meados de 2013: a “guerra cambial”. No seu post, mostrou o que significava a tal “guerra cambial” e os efeitos que isso tinha para o Brasil e para alguns países europeus, como a Alemanha. O termo foi cunhado pela equipe econômica do governo Dilma e vinha sendo exportado mundo afora pelo ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega. Depois de toda esse “conflito de discursos” a discussão finalmente tornou-se tema da reunião do G-20 em fevereiro de 2013. Seria um sinal de que as relações internacionais finalmente tornaram-se mais democráticas para as demandas dos emergentes? Não, não, pessoal! O que aconteceu foi que as grandes potências como a UE e os Estados Unidos estavam sendo afetados pela nova política econômica agressiva do Japão, que envolvia manipulação de câmbio. O resultado foi o esperado. Assunto enterrado de vez no conformismo e na inação das potências na declaração final da reunião… 

Já há exatamente um ano, no dia 6 de março, eu postei um texto sobre temas de Segurança na relação entre o Brasil e o Tio Sam. Havia dois assuntos muito curiosos à época. O primeiro deles era a relação dos EUA com a postura do Brasil de não ratificar o protocolo adicional do tratado. O Brasil tinha assinado o acordo, mas o governo não se mostrou muito a favor desse protocolo que tornava as fiscalizações da AIEA mais rígidas e invasivas. Resumo da ópera: o Tio Sam afirmou que o governo brasileiro poderia tomar o tempo que fosse necessário para ratificar o tratado. Uma mudança interessante que eu questionei o porquê. Da mesma forma, o segundo tema foi a compra e depois revogação de compra de 20 Super Tucanos brasileiros pelo governo estadunidense. E foi interessante que assim que assim que a mídia divulgou o ocorrido, a Boing mandou negociadores para o Brasil para tratar do projeto FX-2. Claro que ficaram com o rabo entre as pernas de isso afetar a escolha do governo brasileiro. Uma escolha que parece que não irá sair até que os nossos caças comecem a se desmanchar no ar… 

Há um ano o blog também falava de eleições. Primeiro com um post meu sobre o processo eleitoral russo e a malandragem de Putin (de trocar de cargo de primeiro-ministro com o Medvedev para poder se reeleger). Logo após, o Cairo tratou do assunto também em “De novo, Putin?”. Segundo ele, as eleições tinham sido justas e dentro do processo democrático. Entretanto, apontou para um mal que vem se desenvolvendo na Rússia desde o fim da União Soviética: a falta de eficiência governamental em todas as partes do território, que ainda estão presas nos fantasmas do comunismo. Isso tudo culminou em um cenário de aceitação de situações malandras como essa de Putin e Medvedev. 

 Bom, ficamos por aqui. Postando e relembrando!

[Na mesma semana foi postado um estudo de caso sobre o Neorrealismo. Vale a pena “Conversar (novamente) com essa Teoria” nesse post. Clique aqui para conferir!]


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