Há um ano...

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…a Página Internacional dava seguimento à sua breve série sobre a Guerra da Bósnia (1992-1995), escrita pela Bianca Fadel. No dia 13/04/2012, o post mostrava especificamente a realidade de Srebrenica, palco do maior genocídio europeu desde o holocausto. Mas, o texto não pode ser visto sozinho, é bacana reler a série toda, com posts produzidos nos dias 06/04/2012, e no dia 22/04/2012 (aqui para o texto 1, aqui para o 2 e aqui para o 3). Os textos têm um caráter atemporal e trazem histórias importantes de serem relembradas atualmente. As tensões de guerra, os limites das intervenções internacionais pela via do peacekeeping e a negligência da sociedade internacional trazem lições essenciais para as crises atuais no Oriente Médio e na África. 

Já no dia 16/04, tivemos uma postagem interessante do Álvaro. À época, tratava-se do acordo de cessar-fogo entre o governo da Síria, de Bashar Al-Assad, e os rebeldes, e da resolução do Conselho de Segurança que tratava do envio de observadores internacionais ao país (clique aqui para reler). Interessante notar como nada disso surtiu efeito algum. Kofi Annan deixou a Síria no dia 02/08/2012 e o conflito seguiu, sem cessar. Para ele, o que foi mais complicado foi a divisão da comunidade internacional que complicou mais ainda sua mediação. Em outras palavras, a divisão das grandes potências do P5+1… 

No dia 17/04, postei um texto sobre a Cúpula das Américas daquele ano. Poderia ter sido apenas mais uma versão de uma conferência anacrônica (que praticamente não tem uma agenda, já que a OEA faz seu papel e seu objetivo inicial era discutir a criação da ALCA…) com objetivos gerais e sem um acordo significativo. Entretanto, o resultado foi bem diferente do esperado. O anacronismo da Cúpula levou à discussão do anacrônico embargo a Cuba. O Brasil, Colômbia e Bolívia bateram o pé e disseram que sem Cuba, não haverá próxima cúpula. Esse encontro é tri anual, então, só teremos um feedback dessas ações em 2015. Mesmo assim, o movimento diplomático foi interessante de observar (clique aqui para conferir o texto). A questão cubana não perdeu sua atualidade. 

A recente visita dos artistas Beyoncé e Jay-Z ao país despertou um bafafá interno nos EUA. Alguns contra a visita. Outros, com uma posição até interessante, apontando que não seria o lobby pró-Israel aquele mais forte no país. E sim o anti-Cuba. Um artigo recente da revista Foreign Policy trata um pouco disso, valeria a pena dar uma olhada. 

Bom, pessoal, é isso, aí! Postando, relembrando e re-refletindo! Até semana que vem!


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