Giro da semana

Por

18 de julho, Domingo – O vice-predidente dos EUA, Joe Biden afirma que as tropas americanas no Afeganistão deverão deixar o país em julho de 2011. Vice de Obama confirma data de saída de tropas do Afeganistão. Autoridades tem afirmado que qualquer redução de efetivo deve ser feita a partir de melhores condições de segurança no Afeganistão. A mudança estratégica no Afeganistão foi recentemente marcada pela destituição do general Stanley McChrystal do comando das tropas americanas no Afeganistão depois que ele expôs em entrevista a divisão da Casa Branca na questão afegã.

19 de julho, Segunda – Já no Iraque, um homem-bomba matou 45 pessoas na base militar de Radwaniya. A maioria era integrante da milícia sunita Sahwa, grupo armado pró-governo que renunciou à Al-Qaeda e para combatê-la a partir de 2006. Em março, nas eleições, não houve a formação de um governo de coalizão já que os dois primeiro-ministros (atual e anterior) disputam a chefia do governo. Em 2012, os EUA devem retirar suas tropas do local.

20 de julho, Terça – Na Espanha, alguns ex-presos políticos cubanos, soltos graças ao acordo entre Cuba, Vaticano e Espanha, divulgaram um comunicado demandando que a União Européia não amenizem sua posição no que tange a ilha de Fidel. O problema é que a Espanha realiza o acordo com o objetivo de que a UE reformule seu direcionamento para Cuba, que atualmente só aceita aproximação caso haja mais abertura no regime comunista. Parece que não vai ser dessa vez.

21 de julho, Quarta – A presidente argentina Cristina Kirchner promulga a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Argentina é o primeiro país a oficializá-lo nacionalmente. Enquanto alguns apontam a rapidez com que essa lei foi aprovada como ‘indício da perda de influência da Igreja’, ‘parte natural do processo de secularização’, ‘avanço da democracia’, ‘causada pela urbanização da América Latina’, há de se lembrar que a proximidade do pleito eleitoral argentino eleva a estima da população de Buenos Aieres (onde a maioria da população é favorável à lei) sobre o governo.

22 de julho, Quinta – O presidente venezuelano Hugo Chávez anuncia rompimento de relações diplomáticas com a Colômbia. A crise entre os dois países já ocorria desde ano passado, à ocasião da assinatura de acordo militar entre Colômbia e EUA. Passada a tormenta, há pouquíssimo tempo de encerrar o mandato, Uribe anunciou ter provas da presença de líderes das Farcs e da ELN. Convocados de volta os embaixadores de ambos os países, ocorre uma reunião emergencial da OEA. As evidências são mostradas na plenária, o representante venezuelano afirma que tudo foi gravado em território colombiano. Ao lado de Diego Maradona, Chávez anuncia o rompimento.


23 de julho, Sexta – Sérvia e Kosovo retomam empreitadas diplomáticas após reconhecimento do Tribunal Internacional de Justiça sobre a independência de Kosovo. A decisão é uma faca de dois gumes. Apesar de não possuir valor compulsório (a soberania de um país depende do reconhecimento dos outros para ser efetiva), ela abre uma brecha para que movimentos separatistas em todo o mundo cresçam. Kosovo vai aumentar esforços para que mais países reconheçam sua soberania, a Sérvia vai se lançar no sentido contrário. A Sérvia também perde ao resistir quanto à sua antiga provincia: sua entrada na UE fica seriamente comprometida.

24 de julho, Sábado – O governo colombiano estuda enviar o caso da presença de guerrilheiros das Farcs em território venezuelano ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Os EUA prometeram ajudar nas investigações do envolvimento venezuelano com as Farcs. Chávez anuncia que cortará o fornecimento de petróleo aos EUA caso eles se envolvam. E enquanto isso Chávez ganha tempo nessa enorme cortina de fumaça erguida para que não se veja a previsão de crescimento negativo da economia por mais dois anos.


Categorias: Cultura