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Notícias recentes e comentário rápido aqui no blog. Deram início, ontem, às Olímpiadas de 2012 na cidade de Londres, na Inglaterra. Montaram uma estrutura formidável e de dar inveja em qualquer país organizador até da Copa do Mundo (neste caso o próprio Brasil, é claro). Há uns seis meses, logo no começo do ano, cerca de 75% das construções envolvendo desde estádios, quadras, pistas até complexos esportivos já estavam prontas. E foi este um dos principais motivos da visita da presidente Dilma à cidade para conversar com o premier britânico David Cameron.

Mas, além disso, os jogos olímpicos detêm fatos muito interessantes para a própria política internacional. Muito bem sabemos que eles nasceram “no berço” da civilização grega, depois foram retomados na chamada Era Moderna por volta de 1790 em meio ao contexto da Revolução Francesa. Posteriormente, voltaram a Atenas no século XIX e se consolidaram nas últimas décadas. 

Três acontecimentos nos jogos que são reflexos políticos merecem ser citados aqui: primeiro, em pleno regime nazista, o atleta negro Jesse Owens ganhou várias medalhas de ouro justamente nos jogos de verão de Berlim no ano de 1936; segundo, a União Soviética não participou das competições até 1952, chegando a criar seus próprios eventos esportivos; e, terceiro e mais recente caso, um judoca iraniano se recusou a competir com um israelense nas Olímpiadas de 2004. 

São casos que representam um impacto direto de ideologias, culturas e religiões. Tanto é que o esporte tem se tornado um instrumento de política externa de vários países. É assim, por exemplo, que sempre tem aquela disputa ferrenha entre Estados Unidos, China e outros países para ver quem será o “campeão dos campeões”. Se somos vitoriosos nos esportes, somos vitoriosos como nação. É este um dos pensamentos centrais desta lógica. 

O mais legal de tudo parece ser que em todas as Olímpiadas sempre tem um fato marcante e Londres 2012 não foge à regra. Na abertura, a organização dos jogos trocou a bandeira da Coreia do Norte e seus atletas foram apresentados no telão com a bandeira da rival Coreia do Sul. Outra polêmica está surgindo com a judoca saudita Wodjan Shahrkhani, ameaçada de desclassificação caso não retire o seu “hijab” (véu islâmico) durante suas lutas. Polêmicas à parte, os jogos continuam. Se lá ocorreram falhas, imagine aqui na copa em 2014 e nas Olímpiadas de 2016…Tomara que tudo dê certo (ou não dará?) 

PS: Aqui tem uma lista com as medalhas das últimas Olímpiadas. É um mergulho na história esportiva de uma maneira diferente. Vale a pena dar uma olhada!


Categorias: Mídia, Política e Política Externa