Eternos entraves…

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Na última semana o congelamento da construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia marcou a tentativa de retomada de negociação do processo de paz para a região. A medida promulgada por Israel congela a construção de novos assentamentos pelo período de 10 meses, primeiramente, com o intuito de buscar uma contrapartida por parte da Autoridade Nacional da Palestina.

Por outro lado, o presidente da ANP, Mahamoud Abbas não crê que tal atitude seja suficiente, e teme como ocorrido em outras vezes que em pouco tempo a situação desande novamente. Abbas demanda o congelamento total da expansão dos assentamentos.

Israel iniciou o ano com planos de construção de cerca de 900 novas residências aos redores de Jerusalém. Devido a essa atitude, foi duramente criticada não só pelos palestinos, mas como também pela comunidade internacional e seu principal aliado, os Estados Unidos. É dessa forma que a gestão de Obama tem pressionado os israelenses por um maior comprometimento com as negociações de paz na região. Apesar disso, o governo israelense tenta diminuir a situação, colocando-a à margem das discussões, como alega o próprio presidente, Shimon Peres.

Após uma constante cobrança do governo de Israel por parte dos Estados Unidos, o congelamento da construção dos assentamentos vem como um resultado para reiniciar algum processo de negociação.

De fato, a movimentação de Israel até o momento tem se mostrado bastante tímida. Para um país que a mais de 50 anos vem expandindo território adentro da Cisjordânia, o simples congelamento sobre período determinado é com certeza jogar migalhas aos palestinos. Após tanto tempo de conflitos, sucessos e retrocessos, podemos dizer que confiança não é o sentimento que as duas partes sentem que foi mais desenvolvido ao longo dos anos. E assim, a ANP espera passos mais largos de um país que tem pernas certamente mais longas do que aparenta.

Segundo o presidente Abbas, apenas os Estados Unidos tem condições de demandar atitudes mais concretas de Israel. Assim espera da mesma forma uma atitude mais decisiva do presidente norte-americano.

Atualmente cerca de 500 mil judeus vivem em assentamentos na Cisjordânia, parte destes localizados aos arredores de Jerusalém. Esse seria justamente o território que os palestinos reivindicam para se tornar seu Estado.


Categorias: Oriente Médio e Mundo Islâmico


2 comments
Anonymous
Anonymous

Ó eu não sou muito boa no assunto, daí não vou poder aprofundar, mas é o seguinte: As relações nessa parte do mundo são bem conflituosas, como todos nós sabemos. Muitos desses países árabes já entraram, por n motivos, em confrontos com Israel.Hoje, muitos desses países tem uma relação um pouco mais amigável com Israel,mas mesmo assim ele não deixou de ser visto como uma futura ameaça, ou seja, apesar dos animos para com Israel não estarem assim tão a flor da pele, o clima ainda é um pouco hostil, afinal, Israel é muy amigo dos E.U.A. Agora sim entra a tua pergunta sobre Primavera Árabe: Como essas manifestações desestruturaram alguns regimes de países bem proximos ( em termos geograficos) de Israel há o um certo receio em relação à política de quem presidirá esses países, pois pode ser amigável ou não para os israelenses. Não se pode esquecer que em alguns desses países onde ocorreram a Primavera Árabe,não se tem ainda um poder político decidido, como no Egito, daí o receio dos israelenses, os governos pós Primavera Árabe podem reascender os conflitos árabe-israelense ou não.

Anonymous
Anonymous

MAS EM QUE A PRIMAVERA ARABE INFLUENCIA NA QUESTAO DO CONFLITO ENTRE ARABES E JUDEUS?