Em cima do muro?

Por

É, em Honduras a situação não está nada fácil. Golpe militar, protestantes mortos, suspensão na OEA… Impediram até que o presidente deposto e exilado, Manuel Zelaya, desembarcasse em solo hondurenho. E receberam as costas do mundo todo.

Hoje os EUA negaram a informação de que receberiam uma delegação do governo interino hondurenho para restabelecer o diálogo com a OEA (Organização dos Estados Americanos), mas confirmaram que altos funcionários do departamento se reunirão com Zelaya.

Na verdade, esse encontro de Zelaya com o governo americano representa uma importante decisão da administração Obama para envolver-se mais na crise que assola Honduras. Até o momento, as respostas mais contundentes à derrubada de Zelaya, retirado do cargo no dia 28 por militares apoiados pelo Congresso e pela Justiça, vieram dos países latino-americanos e da OEA, que suspendeu o país no último sábado.

O preocupante é que fontes seguras haviam confirmado a aproximação do governo provisório com Washington. Publicamente, os EUA negam e apontam rumo a solução da retomada do poder por Zelaya. Os EUA chegaram até mesmo a serem duramente criticados pela falta de uma condenação do golpe mais veemente do que as atuais. Trata-se mais uma vez de um momento no qual a diplomacia americana está sendo testada, e ficar em cima do muro não parece uma alternativa viável. Aguardemos cenas dos próximos capítulos, que trazem de brinde a assinatura de um acordo de desarmamento nuclear com a Rússia…



Categorias: Américas, Estados Unidos, Política e Política Externa