Dia Internacional de Nelson Mandela

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“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto”. Nelson Mandela, autor dessa frase clássica, recebeu, no dia de hoje, uma homenagem digna do porte de sua atuação na luta pela liberdade: 18 de julho é o “Dia Internacional de Nelson Mandela”.

As comemorações aconteceram hoje pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) já que a data caiu em um domingo neste ano, mas o dia escolhido para a homenagem remete à data de aniversário de Mandela. O reconhecimento, decidido ao final do ano passado, reforça sua crucial atuação no que tange a resolução de conflitos e a promoção do relacionamento inter-racial – valores que precisam ser constantemente recordados em uma sociedade que, diante de escândalos midiáticos, preza pela divulgação gratuita de tantas catástrofes e situações de desrespeito aos Direitos Humanos.

A nota de homenagem ao líder sul-africano reverencia especialmente a importância de sua luta contra o regime segregacionista do “apartheid”, que representou a “ditadura da raça branca” na África do Sul de 1948 a 1994 (leia mais sobre o assunto aqui e aqui). A eleição de Mandela para a presidência, no ano de 1994, representou o marco essencial para a queda deste regime, consolidando, desta forma, seu papel notável para a construção das Relações Internacionais contemporâneas.

Ao se pronunciar a respeito da homenagem, a chanceler sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane, aproveitou ainda a oportunidade pedindo o apoio da comunidade internacional para que seu país retorne ao Conselho de Segurança da ONU no período 2011-2012, depois de ter participado do órgão em 2007-2008 como membro temporário. Diante do sucesso da Copa do Mundo na África do Sul, contexto bastante favorável de demonstração das capacidades do Estado, segundo ela, o objetivo é “em nome de Mandela, continuar contribuindo à paz, à pacificação e à proteção da paz”. Que assim seja, pois.


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