Conversando com a Teoria

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Conceitos-chave nas Relações Internacionais

No post de hoje, pessoal, vamos tratar dos conceitos mais utilizados nas Relações Internacionais, de maneira a ambientar o leitor nos posts desta coluna, ou mesmo nos posts que diariamente elaboramos. Ressalta-se, traremos breves definições, visto que, pormenorizadamente, cada um desses conceitos precisariam de um livro para elucidá-los. É hora de conceituar:

Soberania estatal: qualidade de um Estado ser politicamente independente dos demais Estados, sem se subordinar a uma autoridade superior.

Sistema estatal (internacional): relações entre agrupamentos humanos organizados politicamente (também tratados como Estados), que ocupam territórios distintos sem que exista uma autoridade superior a que estejam subordinados.

Dilema da segurança: quanto maior for a busca por segurança por parte de um Estado, maior será a repercussão para que os demais Estados façam o mesmo e, com isso, as ações por eles projetadas na persecução da segurança produz, na verdade, a insegurança.

Poder: a capacidade de fazer valer a própria vontade.

Hegemonia: poder e controle exercidos por um Estado proeminente sobre os outros.

Balança de poder: um arranjo pelo qual o poder de um Estado (ou grupo de Estados) é controlado pelo poder compensatório de outros Estados.

Filosofia da história: questiona-se o quanto é possível fazer inflexões no curso da história, isto é, se para a explicação dos fenômenos internacionais deve-se estritamente recorrer ao passado ou se há pontos de ruptura.

Atores internacionais: para alguns, o Estado é tanto o ator central como o único ator nas relações internacionais, para outros, deve-se considerar as organizações internacionais, as ONGs, os movimentos sociais e, inclusive, os indivíduos.

Esperamos que este glossário seja útil a vocês, leitores, que sempre nos acompanham. A partir da próxima semana, poderemos entrar em cada teoria, propriamente dita. Cada um poderá fazer as suas escolhas teóricas, tais como aqueles que as enunciaram fizeram, e defendê-las apaixonadamente, como um pregador do Sermão da Sexagésima do Padre Antonio Vieira: “Será porventura a falta de ciência que há em muitos pregadores? Muitos pregadores há que vivem do que não colheram e semeiam o que não trabalharam. Depois da sentença de Adão, a terra não costuma dar fruto, senão a quem dar fruto, senão a quem come o seu pão com o suor do seu rosto. Boa razão parece também esta. O pregador há-de pregar o seu, e não o alheio.” Ou adotar o sincretismo teórico como via analítica, assemelhando-se a um detetive, que percorre pista por pista para apurar um determinado caso. Pregadores e detetives, a sorte está lançada!


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