"Change" ou "Changement"?

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Está mais pra changement do que para change. Vou explicar. Faltam poucos dias para o primeiro turno das eleições presidenciais francesas e o candidato do Partido Socialista, Francois Hollande, está liderando as pesquisas de intenções de votos contra o atual presidente, Nicolas Sarkozy. Já nos EUA, depois de Mitt Romney ser oficializado como o republicano que disputará as eleições em Novembro, o atual presidente, Barack Obama, está liderando as prévias. Ou seja, a mudança está mais para o caso francês do que para o norte-americano, por isso a pergunta feita anteriormente. 

Há tempos que Sarkozy vem perdendo voz na França. Quando iniciou seu quarto ano de mandato, em 2011, registrou os índices mais baixos de popularidade de um chefe de Estado francês, estando na casa dos 28%. Ao contrário, Hollande tomou “corpo de político” e fortaleceu a base aliada para fazer frente ao atual presidente. O cenário tornou-se propício para uma mudança de governo: tensão política francesa, queda do poder carismático do líder, crise econômica na Europa… Existem indícios de que, em um segundo turno, Hollande massacraria Sarkozy. Alta probabilidade de changement

As prévias eleitorais norte-americanas também vinham sendo feitas há tempos para ver quem seria o rival do Obama. Sempre a mesma história: inúmeros políticos aparecendo na televisão, realizando discurso e toda população acenando com bandeirinhas atrás do palanque. É quase tão chato quanto a propaganda eleitoral no Brasil, mas vamos ao que interessa. Foi deste modo que o republicano Romney oficializou-se como candidato e, mesmo que as eleições estejam datadas somente para o final do ano, vem ganhando considerável paridade com o atual presidente. Ainda é cedo para afirmar algo e dois pontos serão centrais para os resultados: Obama deve se apoiar novamente no desastre que foi o governo Bush e Romney provavelmente pegará as promessas não cumpridas do “Yes, we can!” para angariar votos. Baixa probabilidade de change

Dois casos distintos, mas duas faces da mesma moeda. Sarkozy já mostrou que teve um governo fraco e Obama não evidenciou tudo aquilo que disse em sua campanha eleitoral. Mudanças lá e, talvez, mudanças futuras aqui.


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