Nostalgia – Alguém ainda lembra do Conselho de Segurança?

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Andamos vendo diversas ações e declarações do governo brasileiro a respeito da crise financeira e etc, mostrando uma clara intenção de nos tornarmos a voz dos emergentes na luta contra a super-marolinha, dando ao mundo uma “pitadinha de carimbó”. Devemos lembrar que nosso presidente agora é popstar mundial e foi capa da Newsweek a pouco tempo atrás. Mas o foco da inserção política internacional não era na vaga de membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas?


Sim, a conjuntura mundial mudou bastante nesses últimos meses, mas a crise não levou o mundo a paz ou melhorou os conflitos vigentes. Muito menos é razão para o Brasil parar de se posicionar frente as questões mundiais de segurança, algo que costumava fazer e ser ouvido (com declarações muito pertinentes, diga-se de passagem). Tudo isso, obviamente, era feito visando a cadeira permantente no Conselho.

Essa vaga era considerada como garantida, tanto que ouvi pessoalmente de um embaixador no Itamaraty de que a vaga seria nossa até o final de 2007. Esse mesmo embaixador falava da cadeira como certeza, e que só não a tinham conseguido porque a trocaram pela honra de ter o primeiro discurso nas Assembléias Gerais das Nações Unidas.


Hoje vemos mais comentários nesse assunto disso vindo de outros países a respeito do Brasil do que do próprio Brasil. Se estivéssemos no pré-crise, teríamos grandes declarações do Celso Amorim em jornais internacionais a respeito do novo lançamento do nosso ditador do momento, “Kim Jong-il e os mísseis do barulho”. Então não importa mais termos um papel estratégico nas questões de segurança internacional?

Não crianças, não é bem assim. O que importa pro Brasil é simples: dar a impressão aos grandes que ele não é país pequeno. Mas como já disse Rio Branco: “para uma potência real ser reconhecida como potência basta apenas ser uma” (citação livre). Então ainda tá faltando coisa…


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