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Pois é, pessoal. Tenho reparado que muitas coisas que tratamos aqui no blog têm avançado, e por isso resolvemos escrever um post em que comentamos rapidamente isso tudo.

1. Irã: (Veja os posts anteriores aqui e aqui). Pois é, não é mais nenhuma novidade, mas o Ahmadinejad cancelou a visita pro Brasil. Mas por quê? A justificativa formal é a de que a visita foi adiada por conta das eleições no Irã. E faz sentido. O pleito nacional por lá está próximo e não é bom mesmo um candidato – que não é favorito absoluto – ficar viajando pelo mundo, é natural que ele queira fazer sua campanha, enfim…

Mas é claro que não é só isso. A pressão internacional deve ter tido um pouco de efeito, sim. Mas a mídia no mundo diz que na verdade, causou irritação no iraniano duas coisas: a primeira foi a má repercusão no Brasil e as declarações do governo contra o que o Ahmadinejad falou na conferência da ONU sobre racismo. Além disso, ele teria se sentido inferiorizado uma vez que seria recebido pelo presidente num aeroporto e não no lugar em que normalmente o governo recebe chefes de Estado (que estaria em reformas). O governo diz que é assim mesmo, e que o Lugo, bispo fértil do Paraguai, será recebido lá também na semana que vem. Enfim…

2. Tortura: (Veja os posts anteriores aqui). Nós tínhamos tratado um pouco deste tema em um podcast, mas nada profundo. O fato é que nos EUA este assunto tem rendido muito pano pra manga. A divulgação das técnicas de tortura da CIA e as ‘atitudes’ do Obama estão sendo muito comentadas por lá. Vi esse artigo no Estadão e achei interessante compartilhar. São as descrições das técnicas. Os que estavam no poder alegam que nada fora da Lei foi feito (e, de fato, ao ler as descrições oficiais das técnicas, eu não duvido…). Até uma criança já questionou a Condolezza sobre isso. Daí da pra ver como é importante o tema por lá.

3. Coréia do Norte: (Posts anteriores aqui) E a novela não acaba mesmo! ( E tomara que não acabe, porque tem armas nucleares no meio…) Eles continuam ameaçando a Coréia do Sul… Isso porque os vizinhos do sul querem tomar medidas contra a proliferação de armar nucleares…

4. Paquistão: (Veja o post anterior aqui) O problema por lá está tão sério que o mundo já teme ou que seja usada alguma arma nuclear ou que os terroristas tenham acesso a alguma delas. O que faz muito sentido, uma vez que o negócio por lá está gravíssimo O governo tem perdido o controle de muitos territórios e até tem fechado acordos com os rebeldes na tentativa de ganhar tempo.

5. Ambições Brasileiras: O Brasil agora parece que quer o Amorim na Agência Internacional de Energia Atômica. Frente à oposição histórica de nossos aliados e vizinhos às pretenções brasileiras, será que dessa vez vamos conseguir eleger o primeiro brasileiro para um posto de liderança em um organismo internacional no governo Lula? É pagar pra ver…

Pra terminar, achei uma matéria no Estadão que mostra As armas e as ambições das potências nucleares. Vale muito a pena, por isso mesmo destaquei! Acesse aqui.


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Lembram do post de ontem sobre a Conferência da ONU sobre o racismo que foi boicotada pelo Obama?

Pois é, dito e feito: veja essa. Tudo bem que Israel não é lá o país mais bonzinho do mundo, e o Ahmadinejad não fala só abobrinha. Acontece que, como dissemos no post de ontem, as conferências da ONU não podem virar showzinho de ninguém. A única coisa que ele consegue com esses discursos é afastar qualquer país de uma discussão séria. Além do mais, ninguém vai levar a sério agora um cara que já disse que um país deve ser varrido do mapa. Se Israel for mesmo esse demônio que ele fala, é a desculpa que eles precisam para não aparecer por lá…

ATUALIZAÇÃO (17:20): veja aqui um post legal do blog do Marcos Guterman.


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Decepção? Ou não?

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Mais uma vez ele aqui no blog. Já foi até santo por aqui. E olha que tem gente que acha que ele faz milagre mesmo, como nessa camisinha acima…

E embora o clima pro Obama esteja bom no mundo todo, essa semana veio a primeira decepção pra muita gente. Ele não vai pra Conferência da ONU sobre o racismo.

Bom, em primeiro lugar, racismo não é só preconceito contra negros. É bem mais amplo, envolve todas as raças e, desde as discussões da última conferência desse tipo em 2001, também religião. E este é o problema.

Infelizmente, como bem apontou o Ivan em seu último post, a ONU está meio esquecida. E está assim por uma razão simples: não serve pra muita coisa, está desacreditada pelas nações que se uniram pra formá-la. Tornou-se um palanque de discursos vazios, busca por definições para questões polêmicas, enfim. Por um lado dá voz à países que não a tem, por outro, acaba servindo para fazer propaganda para regimes questionáveis, como o Irã.

Junte-se a isso o fato de que, na diplomacia, há uma busca excessiva por se definir tudo. Uma verdadeira paranóia para se entender as entrelinhas de acordos, enfim. Os países tem de tomar cuidado com aquilo que ‘falam’ ou se comprometem. Agora imaginem o que vira o enorme palco que é a ONU com essa obsessão pela resolução perfeita.

Os EUA, Israel, Canadá, Holanda, Austrália e Itália abandoram os trabalhos na conferência sobre o racismo por isso. Acabou virando um ringue em que se debatem o ‘ocidente’ contra o ‘oriente’. O Ahmadinejad, que vai abrir a conferência, quer que se discuta a questão do sionismo, além de propagar sua visão anti-semita do mundo, ele mesmo que já disse que Israel devia ser varrido do mapa. A notícia que colocamos coloca outras polêmicas.

Enfim, a conferência perdeu sua razão de ser. Poderia ser um fórum pra se discutir políticas, ações, financiamentos a projetos, ou qualquer coisa séria que pudesse diminuir o racismo no mundo. Mas regimes declaradamente racistas preferem dar outro tom à reunião.

E assim, é óbvio que o Obama não ia se queimar por lá, servir de Judas em sábado de aleluia. É claro que a questão de ele ser negro ia ser apontada e usada por muitos países.

Também é claro que os EUA não são santos nem nada, lembrem-se do racismo contra latinos, imigrantes mexicanos, enfim. Mas neste caso (da conferência) eles têm suas razões.

Além disso, o novo presidente NUNCA utilizou sua cor de pele pra conseguir nada. Conseguiu se eleger sem tocar nessa ferida do racismo contra negros nos EUA. É claro que ele não iria pra essa conferência também por isso: ia ser cobrado por ser negro, ia ser questionado por isso, enfim…

E é aí que a nossa ONU vai perdendo cada vez mais sua credibilidade e ficando cada vez mais esquecida. Afinal, quando uma coisa não faz mais diferença a gente esquece mesmo.


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Obama na Turquia

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Pessoal, ele está de volta aqui no blog. Não se enganem, esse não é o blog do Obama, mas o cara anda fazendo as dele por aí e a gente não pode deixar passar.

Mesmo assim, lendo a The Economist dessa semana me lembrei de uma coisa muito importante que aconteceu e que acabou passando batida por aqui. O Obama encerrou sua turnê na União Européia lá na Turquia. Como é de praxe por aqui, a notícia pela notícia todo mundo já sabe, vamos, então, à análise.

Em primeiro lugar, ao visitar a Turquia, o Obama cumpre uma tarefa importante, por razões óbivas depois de oito anos de porrete do Bush: visitar um país árabe. E ele deixou bem claro em um discurso para o parlamento que as guerras dos EUA não são contra os islâmicos nem o Islamismo. Assim, ele cumpre uma promessa (visitar um país islâmico nos primeiros 100 dias de governo) ao mesmo tempo que tenta diminuir a tensão com o ocidente.

E tem mais do que isso, claro. Vamos aos dados da Turquia: os fatos mais simples: país emergente, de grande crescimento, que quer entrar na União Européia.

O pulo do gato mesmo o Obama também falou: a Turquia é uma ponte natural entre a Europa e o Oriente Médio (região que mais produz petróleo no mundo). É, portanto, um corredor de energia. E segurança energética, como já falamos por aqui, é assunto sério pra qualquer país. Então, ser esse corredor é muito importante. Lembram quando a Ucrânia (que faz esse tipo de papel entre a Rússia e a Europa), colocou os europeus contra a parede em janeiro? É, dessa forma, uma questão estratégica em termos de energia.

Como se não bastasse, a Turquia também está com a faca e o queijo na mão para ser um importante player na resolução dos problemas do Cáucaso (Geórgia, Armânia, etc). Lugar bem problemático, diga-se de passagem, até guerra estava tendo estes tempos por lá. Neste caso, os turcos têm primeiro de resolver seus problemas com os armênios, mas, feito isso, o caminho fica limpo.

Ainda, a Turquia tem o segundo maior exército da OTAN, atrás apenas dos EUA e tem uma grande base americana na região de Incirlik. Em tempo ainda, o primeiro ministro turco está se engajando fortemente na diplomacia no Oriente Médio, por exemplo, mediando acordos entre Síria e Israel e também mantendo contato com o Irã, além de não deixar pra trás a questão dos curdos no Iraque.

Como eu já disse uma vez no post da Índia: É mole ou quer mais?

E tem mais: a Turquia dá um exemplo de que é possível se fazer um regime democrático em países muçulmanos. A democracia lá já vem de longa data. Isso, obviamente, é muito importante em tempos de se tentar democratizar os países islâmicos.

Então, taí, gente. Por isso escolher a Turquia, e não outro país muçulmano.

Mas houve problemas na visita também. Causou constrangimente na Europa as declarações claras e firmes do Obama em apoio à entrada da Turquia na União Européia., sobretudo na França e Alemanha, países que mais se opõe à entrada dos turcos. Ficou meio que o clima de que os EUA devem cuidar dos seus problemas (e eles os têm, como no caso dos problemas na fronteira com o México e os acordos não cumpridos do NAFTA) antes de questionar os outros, ainda mais em um assunto tão delicado e interno da UE.

É isso, pessoal. Amanhã tem podcast, e vai ser sobre a reunião da OEA. Alguma sugestão a mais?


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Monopólio do uso legítimo da força?

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O Taliban agora controla Swat (veja aqui e aqui)

Mas tenham calma! O governo Obama (ainda) tem o controle da famosa força de elite policial dos Estados Unidos. Swat no nosso caso é o nome de um vale no Paquistão.

Se alguém achava que o problema do Taliban (se você não se lembra deles, veja aqui) tinha se resolvido por eles terem saído do Jornal Nacional ou então que, pelo menos, estava restritosao Afeganistão, está enganado. O fato, como já foi discutido algumas vezes por aqui, é que a estratégia da OTAN para o Afeganistão não deu muito certo e o grupo religioso/extremista perdeu o controle apenas de Cabul.

E isso tudo, inclusive a notícia dessa semana de que o governo do Paquistão cede o controle de parte do território do país ao Taliban, levanta uma discussão muito maior do que quem controla o que e, por isso, não vamos discutir muito a notícia em si, mas o que ela representa.

Há algum tempo, e quem já estudou algo de teoria polítia sabe bem, um tal de Weber disse que o Estado tem como característica o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado espaço. Ainda, o tal do Tratado de Westfalia, bem antes, já dava as bases do Estado Moderno: o exercício da soberania dentro de suas fronteiras.

O que isso quer dizer? Significa que o Estado tal qual o vemos hoje foi pensado nos seguintes termos: pra que o seja de fato e de direito, deve tomar as medidas que bem entender (soberania) dentro de suas fronteiras (espaço físico) nem que para isso precise usar da força física. Aliás, o único que pode se usar da força dentro das fronteiras é o tal do Estado (monopólio legítimo).

Tá, agora vem a dúvida: vendo o mundo como ele está hoje, o que se diz a cima pode ser afirmado com relação ao Estado? Pra ser mais específico: 1. o governo do Paquistão cede o controle de uma parte de seu território a um grupo terrorista; 2. o parlamento da Somália se reúne em um hotel na Etiópia, entre outros inúmeros exemplos; e nem é preciso ir tão longe: no Rio de Janeiro, quem manda no morro é o tráfico, o Estado mal entra por lá…

E daí vem outro problema. No modo clássico de se pensar um conflito armado, por exemplo, normalmente imaginamos uma guerra entre dois Estados. Muito do que se tem hoje em termos de estratégia militar vem daí: tem-se um inimigo definido, que tem um território a ser invadido, que normalmente usa uniformes e se diferencia da população civil e que, por mais questionável que isso seja, deve seguir tratados internacionais sobre conduta em guerras.

O que se vê, no entanto, é que esse tipo de guerra praticamente não existe mais. Os piores conflitos no mundo hoje parece que seguem uma lógica contrária: inimigos que se misturam à população civil, que não se identificam, não tem uma base a ser destruída e obviamente não seguem regras. É como se se estivesse lutando contra um inimigo invisível.

Aliás, tem-se até fechado acordos e se assinado tratados entre Estados legítimos, reconhecidos pela comunidade internacional e com repesentação diplomática e grupos paralelos como o Taliban que mal tem um território ou um governo definido. Isso com certeza não se prevê nos manuais de direito internacional público.

Daí o fracasso das políticas e estratégias americanas (e não só dos americanos) para combater o tal do terrorismo: o que se tinha até então foi pensado para uma lógica que não existe mais, ou pelo menos coexiste com outras. Além disso, o próprio Estado está meio mudado: fronteiras vazadas, existência de poderes paralelos, enfim.

E aí? Como agir, então? Não se sabe. Enquanto isso, vivemos em Estados que cedem parte de sua soberania a grupos paralelos para ganhar tempo enquanto imaginam o que fazer, como aconteceu no Paquistão formalmente. Ou então fazem isso por debaixo dos panos por malandragem mesmo, como ocorre no Rio de Janeiro.

PS.: Evidentemente, esse foi só um comentário aqui pro blog. Essa uma discussão muito grande e rica na academia e não temos por objetivo o aprofundamento dela aqui, tampouco esgotá-la. Quem quiser se aprofundar nesses estudos, envie um email para [email protected] que disponibilizaremos material de estudo.

NÃO DEIXEM DE COMENTAR!!!


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Quando a fome se junta com a vontade de comer

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Em meio a todo o oba-oba da reunião do G-20, uma coisa importante aconteceu por aqui, como bem lembrou na edição desta segunda-feira do Valor Sergio Leo em sua coluna semanal (esta matéria me serviu base para este post).

O que é, afinal? Nada mais nada menos do que a visita ao Brasil do polêmico Mahmoud Ahmadinejad, presidente do mais polêmico ainda Irã. Ele deverá vir pra cá até Junho, em pleno período eleitoral no país. Na semana passada, esteve entre nós uma missão de alto nível chefiada pelo chanceller Monouchehr Moutakki.

Aliás, ele já está querendo vir pra cá desde o meio de 2007 e, em 2008, houve uma missão brasileira chefiada por Amorim em Teerã. Pois é, os flertes Brasil-Irã já não vêm de hoje…

Mas tenham calma, tudo no mundo se explica. E neste caso as questões econômicas dão grande parte do entendimento sobre o caso. Além, é claro, da mudança de foco em nossa política externa desde o governo Lula, que tem priorizado relações com países do Sul (não o geográfico, o político-econômico).

Vejam só os dados que o Leo trouxe: “o Irã é grande produtor de petróleo, mas importa 40% da gasolina e diesel que consome e é o único país da região com produção significativa de cana-de-açúcar (…) e é visto como um parceiro possível nessa área pelos brasileiros. Em 2007, foi o principal mercado das exportações brasileiras de milho, o segundo de açúcares e produtos de confeitaria, o terceiro de óleo de soja, o quarto em carne e miudezas e o sexto de outros grãos de soja. O Irã foi o principal mercado para o Brasil no Oriente Médio em 2006 e 2007 e a maior fonte de superávit (US$ 1,1 bi em 2008)”. E aí, já pensou que o Irã fosse tão importante assim para o Brasil?

Isses são nossos interesses. Mas e os deles? Sergio Leo também explica: “Os iranianos cortejam a América Latina num esforço para romper o bloqueio econômico de que são alvo por parte dos países que, como definiria o presidente Lula, são governados por gente loura de olhos azuis. Desde outubro de 2007, o país promove uma política de privatização , mas é ainda pequeno o fluxo de investimentos estrangeiros, e os iranianos já informaram que querem formar um grupo de trabalho para aumentar esses investimentos com capital brasileiro, especialmente nas áreas como siderurgia e indústria petrolífera e petroquímica (a Petrobras tem áreas de exploração por lá)”.

Pois é, pessoal. Como dizia minha vó, juntou-se a fome com a vontade de comer. O Brasil, claro, tem idéia dos desbobramentos políticos que esses gestos podem ter. No entanto, tudo também indica mudanças nas relações do mundo com o Irã após a queda das políticas de segurança do Bush.

Agora é só esperar ele chegar. Enquanto isso, veja o blog dele – isso mesmo, o blog, aqui, muito bons os comentários.


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Esse tem cara de gente!

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Olá, pessoal. As declarações do Obama para o Irã de fato foram muito impactantes. Renderia um bom post. Mas eu acho que o Marcos Guterman escreveu um post tão bom, chamado ‘O Grande Satã estende a mão’ (veja aqui), que eu me isento de postar sobre isso.

Mas ela estava entre nós hoje, e isso também é muito importante. A bela e elegante presidente da Argentina Cristina Kirchner esteve hoje no Brasil, em uma reunião da FIESP sobre oportunidades de negócios entre Brasil e Argentina.

Os poucos que esperavam que algo importante sobre a recente tensão comercial e a moleza do Brasil para com a Argentina fossem comentados se decepcionaram. Nenhuma novidade, nada do que a gente já não saiba. O Brasil tem pressionado o setor privado a negociar, produto a produto, setor com setor, cotas de exportação com a Argentina, e é isso que vai ocorrer, vamos baixar a cabeça de novo.

O pior é que a contrapartida que o Brasil espera da Argentina diz respeito ao desvio do comércio. Isso é muito simples. Nós deixamos de vender para lá e eles começam a comprar de outros países, como a China, que tem custos muito menores. Ou seja, o que era para proteger a indústria local acaba piorando ainda mais a situação, uma vez que o comércio se desvia beneficiando outro que nem da região é. E parece que a Argentina não quer barrar a entrada de produtos chineses…

Mas, pra variar, quem chamou mesmo a atenção foi nosso presidente. Talvez abalado pela queda em sua popularidade, ele resolveu ‘improvisar’.

Isso aqui não é um convento de freiras, são duas nações soberanas (sobre as tensões comerciais entre Brasil e Argentina. O que ele tem contra as freiras?)

Agora os EUA têm um presidente com cara de gente (sobre o fato de os Estados Unidos terem um presidente do povo, que fala como a gente, etc.) – Sem comentários.

Concorda que agora eles têm um presidente que tem cara de gente? E os outros, cara de que tinham?


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