Imagem da Semana

Por

O assassinato de Trayvon Martin despertou grande atenção nos Estados Unidos. O garoto de 17 anos foi morto por George Zimmerman, que era vigilante em uma região da Flórida. Na última semana, o acusado foi absolvido da acusação de homicídio. O caso acabou envolvido por questões de direitos civis, pelo fato do garoto ser negro e ter morrido em circunstâncias obscuras. A defesa de Zimmerman alegou legítima defesa, o disparo de sua arma ocorrera após um ataque do garoto. Com tudo isto, protestantes reclamaram por justiça. 


Imagem da Semana

Por

A imagem da semana não poderia ser outra: a Praça Tahir, no Egito, durante os protestos pela saída do então presidente Mohammed Mursi. O local tornou-se o oráculo daqueles que buscam mudanças significativas no país. Todos os grandes episódios desde os primeiros protestos pela saída do ex-presidente Hosni Mubarak tiveram a Praça Tahir como grande protagonista. Nessa última semana, rever a praça repleta de protestantes apenas confirma que ela tornou-se um símbolo da busca de novos tempos. Resta saber se como todos os oráculos, a praça também trará as respostas que os manifestantes tanto querem.


Imagem da Semana

Por

É impressionante. Há algumas horas, a tentativa de lançamento do foguete russo Proton, no Cazaquistão, foi um desastre, com uma falha no primeiro estágio causando a queda do aparato, que desapareceu em uma gigantesca bola de fogo ao se espatifar no solo. Com isso, três satélites de navegação foram para o espaço, com o perdão da expressão. Além de ser publicidade negativa para o programa espacial russo, que apesar de ambicioso sofre com falta de verbas e a concorrência crescente dos chineses na área, há um impacto global – a tal rede de monitoramento dos satélites, a Glonass, tem colaboração de diversos países (incluindo o Brasil) e é a única no mundo que oferece resolução máxima gratuitamente. E contratempos como esse são um grande prejuízo para esse tipo de projeto, certamente.


Imagem da Semana

Por

Neste clima de mobilização nacional, temos visto os mais diversos atos realizados nos quatro cantos do país por melhorias sociais. A partir das reivindicações pela diminuição das tarifas e pelo aprimoramento do transporte público, o movimento se alastrou e tem alcançado repercussão inédita.

Valorizando a mobilização social, bem como o interesse da população em questionar e reivindicar mudanças, tristes são apenas os atos de violência e vandalismo que infelizmente foram também vistos nos últimos dias. As cenas de depredação e tentativa de invasão do Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, por exemplo, foram lamentáveis.

No dia seguinte a este acontecimento, 21 de junho, o Ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota organizou um abraço simbólico em torno do prédio, imagem que merece o destaque dessa semana. Centenas de pessoas – entre funcionários, simpatizantes e inclusive manifestantes da noite anterior contrários a qualquer prática de violência – participaram do “abraço”, reconhecendo sua importância na capital nacional e repudiando atos de vandalismo que minimizam a beleza de manifestações democráticas e pacíficas por parte da sociedade civil.


Imagem da Semana

Por

A imagem da semana só poderia vir do Brasil, que acordou ainda chocado com o tamanho dos protestos que ocorreram em diversas cidades. Tarifas do transporte público, gastos com a Copa do Mundo, violência policial e muitas outras insatisfações levaram milhares de pessoas às ruas, algo que não se via com tanta força desde a Era Collor.

Acima, a sombra dos manifestantes reflete na arquitetura do Congresso Nacional, surpreendentemente tomado de forma pacífica em Brasília. Talvez seja a síntese dos vários protestos espalhados pelo Brasil, que criam um novo espectro na política nacional em um país não acostumado à grandes manifestações. Abaixo, o centro do Rio de Janeiro tomado por mais de 100 mil pessoas na maior passeata do dia. 

A repercussão das manifestações, transmitidas ao vivo por diversas emissoras de TV ontem, ainda refletem em todo o país e no mundo. Políticos, a imprensa nacional e internacional, a população e os próprios manifestantes ainda estão surpresos com a dimensão dos acontecimentos . Afinal, o que aconteceu ontem no Brasil?  


Imagem da Semana

Por

Fonte 

Califórnia, um ambiente bucólico e tranquilo. Poderia ser o novo destino de férias do presidente. Porém, é o contrário. É trabalho, dos sérios. O governo norte-americano escolheu Sunnylands como sede para o encontro de dois dias (7 e 8 de junho) entre Obama e o presidente chinês, Xi Jinping. São temas espinhosos na agenda, talvez não se aproveite muito no final das contas. Pelo menos, uma boa foto deve sair, com ou sem sorrisos dos mandatários.    


Imagem da Semana

Por

Fonte: lemonde.fr


Falar que o conflito na Síria, o qual vem completando dois anos, está sempre presente nos noticiários não é novidade. Entretanto, nesta semana chamou a atenção uma reportagem realizada pelo jornal francês “Le Monde”, na qual o fotógrafo Laurent Van der Stockt presenciou ataques de armas químicas das tropas de Al-Assad contra os rebeldes. 

O principal problema na utilização de gases nos combates, além de ser extremamente proibido, é que em Damasco vários civis se deslocaram até os hospitais com fortes dores de cabeça, náusea e inchaço nos olhos. Parece ser o famoso gás sarín, substância tóxica que afeta o sistema nervoso. Autoridades internacionais, dentre elas as Nações Unidas e a União Europeia, estão investigando os casos para confirmar a veracidade das informações. 

Se imagens valem mais do que palavras, o vídeo (com legendas em inglês) do “Le Monde” comprova a guerra química.


Imagem da Semana

Por

(fonte)

Como uma foto pode expressar muito mais que qualquer descrição, vemos acima o estrago causado pelo desastre que chocou o mundo na semana passada em Bagladesh. A tragédia da confecção que desmoronou e ceifou centenas de vidas abre questionamentos sobre as condições de trabalho sub-humanas a que muitos são submetidos e o fato de que coisa parecida (ou pior) pode acontecer muito mais perto do que imaginamos. Imagens fortes, como a do casal encontrado morto nos escombros, mostram como a vida humana é frágil, mas ainda não respeitada em muitas situações onde prevalece o lucro… 


Imagem da Semana

Por

A imagem dessa semana é carregada de simbolismo. No último dia 02 de maio, foi içada uma peça espiral que torna o One World Trade Center (ou WTC 1), construído no lugar das torres gêmeas em Nova Iorque, o prédio mais alto do hemisfério norte.

Mais de uma década após os atentados, sabemos que suas estes trouxeram (e ainda trazem) grandes impactos para as relações internacionais em geral. A antes intocável hegemonia estadunidense foi desafiada e todos estamos mais do que cientes das consequências disto.

Ao reconstruir um prédio no lugar as torres gêmeas que, simbolicamente, é maior que todos no hemisfério norte, vemos os Estados Unidos, ainda que economicamente mais enfraquecidos que outrora, procurando, uma vez mais, se reerguer – ou se reafirmar na liderança que sempre assumiu… 


Fonte da imagem: Justin Lane/Efe


Imagem da Semana

Por

Nos dias que antecederam o feriado internacional do Dia do Trabalho, a imagem da semana vem de uma fábrica no Paquistão. Um jovem operário de 13 anos descansa durante o seu intervalo, deitado em uma bacia de metal. A fotografia faz parte de um arquivo montado por organizações de trabalhadores do país, que pretendem fazer uma série de manifestações no Primeiro de Maio.

A exposição da foto na semana anterior a data que marca a luta pelos direitos dos trabalhadores abre espaço para uma reflexão. Não só no Paquistão seguem existindo trabalhos análogos a escravidão que desrespeitam totalmente a vida, a saúde e a sobrevivência de milhões de pessoas. Mesmo sendo um absurdo de amplo conhecimento no mundo, o problema está longe de ser solucionado. Mais do que isso, um mercado inteiro de produtos vendidos no ocidente, mesmo em países com rigorosas leis trabalhistas, dependem e utilizam esse tipo de trabalho regularmente diante dos nossos olhos, como a indústria têxtil e a de joias. Até quando o Dia do Trabalho servirá em alguma regiões como momento de protesto e luta por condições e direitos tão básicos?