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Fonte: ig.com.br

E a imagem desta semana é da ex-senadora Marina Silva logo após acompanhar a recusa da criação de seu partido, Rede Sustentabilidade, por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Faltaram cerca de 50 mil assinaturas para seu reconhecimento formal. 

Agora, sete partidos estão correndo atrás de Marina Silva para que ela concorra nas eleições presidenciais de 2014. Prévias indicam que a atual presidente, Dilma Rousseff, ganhará no primeiro turno ou disputará o segundo com a ex-senadora. Aécio Neves vem em seguida, acompanhando ambas. 

A suposta filiação de Marina Silva será vital para o futuro político brasileiro. Que comece a corrida partidária. Amanhã provavelmente teremos novidades nos noticiários.


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O que parecia enredo de filme do Bruce Willis (apesar de o cenário ser um dos clássicos de filmes de mortos-vivos) virou realidade no Quênia: um shopping de luxo é atacado por terroristas e logo forças do governo entram em confronto com os invasores para defender e libertar os reféns. O problema é que, diferentemente do cinema, a vida real nem sempre reserva finais felizes, e temos até o momento um saldo de 240 vítimas, sendo pelo menos 72 mortes. A imagem de um homem empunhando um rifle dentro de um shopping center, trazendo o combate para um dos poucos espaços públicos (apesar de, diga-se de passagem, serem nichos de elites em qualquer lugar do planeta) onde as populações se sentem mais à vontade (ou menos em perigo) na modernidade é um sinal irônico de como os terroristas, mesmo aparentemente derrotados, conseguiram alcançar seu objetivo de causar impacto com sua ação violenta.


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Às vésperas das eleições parlamentares alemãs, a imagem da semana não poderia ser diferente. Angela Merkel tenta manter a maioria no Parlamento para que seu partido continue na liderança da maior economia da União Europeia em um contexto conturbado para o continente que se reflete na opinião pública alemã. Os principais temas de preocupação dos eleitores são a crise da zona do euro, o desemprego e as políticas sociais. (Entenda melhor o sistema eleitoral alemão aqui.)

Na disputa, de um lado o Partido Cristão Democrata (CDU), de Merkel; de outro, o Partido Social Democrata (SPD), oposicionista. Mas nem tudo é tão simples por lá. Partidos fictícios (cartaz da foto acima, em Berlim), campanhas ultradireitistas e até brasileiro naturalizado alemão candidato a deputado movimentam os embates. Resta apenas aguardar o resultado neste domingo para avaliar seu impacto nacional, regional e internacional. 


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A “Imagem da Semana” é parte de um trabalho artístico. Imagens que surgem graças ao trabalho de um fotógrafo, disposto a seguir a vida de um garoto que constrói bombas em uma fábrica na Síria, em uma região afetada pela guerra civil. 

Assim ganha vida para nós a realidade do garoto Issa, que desde o inicio da guerra civil síria tem ajudado seu pai na fabricação de armas. A falta de pessoas, causada pela a necessidade de se recrutar combatentes de ambos os lados, e o alto número de refugiados que fogem do país, fazem com que Issa seja uma das únicas opções para o trabalho. Mesmo aos 10 anos de idade.

É nesse clima de incerteza que segue a vida da população síria. A intervenção americana pode ser freada, graças a um acordo estipulado pela Rússia, de que a Síria entregue as armas químicas que possui em troca de tempo para negociar uma saída diferente de uma guerra frente aos EUA. O presidente Obama até pediu o adiamento da votação do Congresso, que reafirmaria a legitimidade do ataque.

Embora mais distante a possível intervenção americana, a guerra civil deve permanecer ainda por muito tempo. Ao que parece, ambas as partes excluem qualquer possibilidade de cederem ao outro lado. Também parecem não ter forças para que surja um lado vitorioso em breve. O conflito, já responsável pela morte de 100 mil pessoas, deve se estender, se transformando em um episódio dos mais sangrentos. Nesse cenário, segue a vida de Issa e milhões de sírios, refugiados ou não. 


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Fonte: Página do Facebook do Centro Acadêmico Guimarães Rosa

Na semana em que Antonio Patriota caiu e Barack Obama anunciou uma provável intervenção futura na Síria, foi difícil escolher apenas uma imagem para representá-la. 

E a opção não evidenciou nenhuma das figuras de Estado citadas acima, mas sim uma professora livre-docente de Direito Internacional da Universidade de São Paulo (USP). Trata-se da Prof.ª Dr.ª Maristela Basso, a qual participou do Jornal da TV Cultura no último dia 29 de agosto e fez alguns comentários sobre o episódio da vinda “proibida” do senador boliviano, Pinto Molina, ao Brasil. 

Segundo a professora: “A Bolívia é insignificante em todas as perspectivas, (…) nós não temos nenhuma relação estratégica com a Bolívia, nós não temos nenhum interesse comercial com a Bolívia, os brasileiros não querem ir para a Bolívia, os bolivianos que vêm de lá e vêm tentando uma vida melhor aqui não contribuem para o desenvolvimento tecnológico, cultural, social, desenvolvimentista do Brasil”. 

Sua fala denota preconceito, falta de conhecimento ou apenas posição ideológica? Só sei que o vídeo deu o que falar durante a semana. Caso não tenha visto, clique aqui.


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A Imagem da Semana mais uma vez vem do Egito. Milhares saem às ruas com a imagem do ex-presidente Morsi. País com forte instabilidade política desde a Primavera Árabe, tem vivido um momento de forte pessimismo, após ser retratado a poucos meses atrás como o grande exemplo de luta de uma população contra uma ditadura. Mubarak já se foi e o governo interino do exército também. Já tivemos a deposição do presidente eleito Morsi e agora voltamos a ter outra interferência de militares, que voltaram a governar.

Os problemas no Egito já pareciam claros desde as primeiras revoltas noticiadas. O medo de uma ditadura militar se confundiu ao medo da chegada ao poder da Irmandade Muçulmana, grupo acusado de radicalismo. Foi exatamente o que ocorreu com a vitória de Morsi nas eleições, um ano após o inicio dos protestos. Agora, após o golpe que selou o destino de seu governo, a própria Irmandade Muçulmana se coloca nas ruas junto a grande parte da população, em protesto ao que chamam de golpe. Enquanto isso, são alvos de uma forte repressão, que matou mais de 500 pessoas apenas no primeiro dia de protestos. 

O clima no Egito é cada dia pior, o que levou aos EUA e a União Europeia a tomarem medidas que visam forçar o governo a diminuir a violência contra os manifestantes, e que acalme a fúria das ruas.Foram batizadas de “medidas de aceleração da democracia”. Infelizmente, a democracia e a estabilidade política egípcia parecem longe de serem alcançadas.


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A imagem dessa semana é de hoje, e mostra muito bem como a diplomacia é uma atividade complexa, e no fim das contas meio ingrata. No encontro do Ministro das Relações Exteriores do Brasil com o Secretário de Estado dos EUA, Patriota fez coro ao discurso das últimas semanas e condenou a espionagem de cidadãos brasileiros por órgãos de segurança norte-americanos, indo mais longe, ao clamar pelo fim dessas atividades. Kerry fez o que se espera do chefe da diplomacia dos EUA, justificando do jeito que podia as atividades de seu país e se esquivando ao máximo. Quando pensamos em saias-justas que esses encontros podem causar (e por vezes são cancelados, como vimos no caso do encontro entre Obama e Putin que foi pro espaço na semana passada), é de admirar a frieza dessas pessoas. Talvez nem tanto no caso de Patriota, que não fez menos que o esperado, mas principalmente de Kerry, que com toda calma do mundo fez sua parte no meio de “lobos”, por assim dizer. Se a desculpa vai colar, é claro, são outros quinhentos.


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E a imagem dessa semana retrata um fato bastante significativo para as relações internacionais atuais, especialmente no que se refere aos Estados Unidos. Trata-se da cerimônia de confirmação de Hassan Rouhani (à direita) como o mais novo presidente do Irã – na foto recebendo carta de referência do Líder Supremo do país (o aiatolá Ali Khamenei, à esquerda).

A criação de muitas expectativas em relação ao debate nuclear pode ser precipitada já que o regime pouco muda, mas a impressão é que, com Rouhani, abre-se uma porta inédita de diálogo entre Teerã e a Casa Branca a respeito desse assunto sensível a ambos os países e a toda a comunidade internacional. Apesar de manter ceticismo em relação à retórica estadunidense, Rouhani pode (em visão otimista!) viabilizar conversações que seu polêmico antecessor, Mahmoud Ahmadinejad, talvez nem mesmo cogitasse. A ver quais serão os próximos passos do mais novo presidente iraniano… 


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A imagem da semana na verdade são várias. Fazem parte da comemoração de 60 anos de armísticio entre a Coreia do Norte e sua vizinha do sul. Como não poderia deixar de ser, o regime de King Jong-Un não poupou gastos ou esforços para montar um desfile pomposo de suas Forças Armadas.

A Coreia do Norte é atualmente conhecido como o país mais fechado do mundo politicamente. Também parece ser talvez o mais famoso, senão o único resquício dos grandes regimes do século XX, das ditaduras firmadas sobre a imagem dos grandes líderes adorados pelo “culto à personalidade”. É uma mistura do que restou do antigo comunismo Asiático e dos regimes Fascistas. Abaixo, uma imagem dos expectadores com punhos cerrados, lembrando os velhos desfiles do Nazismo, enquanto um mar de soldados marcham pela praça central. 

O regime também bastante pobre. Por mais de uma vez já necessitou de socorro internacional. Dentro de seu território, há denúncias de que faltam produtos básicos à população, que sofre até de carência alimentar. Mesmo assim e por isso, a maioria da população norte coreana faz parte das Forças Armadas, reconhecida como o maior contingente de soldados no mundo e praticamente a única ocupação possível no país. 

Abaixo, deixo um vídeo com algumas imagens retiradas do desfile. Marcam uma cena daquele tipo de beleza que assusta, nos faz sentir um misto de emoções. Ao mesmo tempo em que sabemos ao que está submetido o povo norte coreano, como qualquer outro povo à sombra de uma ditadura como essa, contemplamos a grandeza do espetáculo proporcionado pelo seu exército. Imagens ambíguas, que mesmo assim não deixam de ser fantásticas.


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Fonte: time.com


Sim, todo mundo está falando da viagem do Papa Francisco ao Brasil. Depois de um voo de aproximadamente 12 horas, chegou ontem à tarde no Rio de Janeiro e foi recepcionado pela Presidente Dilma Rousseff. Já andou pelas ruas, foi ovacionado inúmeras vezes e terá uma agenda cheia durante a semana em virtude da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). 

Ontem mesmo o Victor publicou seu texto aqui na Página Internacional sobre o “Papa América”. E, hoje, o “Imagem da Semana” não poderia deixar de registrar um acontecimento de tamanha importância, pois, mesmo em meio às críticas constantes aos gastos públicos com a vinda de uma liderança religiosa, temos que ter em mente que Francisco também é chefe de Estado da Santa Sé, a qual possui personalidade jurídica internacional. 

Pois bem, indo direto ao assunto, a imagem em questão é a capa da última edição da revista “Time” (v. 182, n. 5). Olhando rapidamente, não há nada de estranho. Mas, assim como já circula na internet, em razão da letra “M” do nome do periódico, o Papa Francisco aparece com chifres. Em outras edições isso já ocorreu com personalidades famosas, dentre elas Barack Obama e Bill Clinton.

Entretanto, a conspiração muda quando se fala do Papa e já explodem as críticas à revista que colocou “chifrinhos” em uma das maiores autoridades contemporênas. Deve ser pura coincidência, só que, mesmo assim, nada retira o mérito de ter a capa da “Time” no nosso “Imagem da Semana”.

Habemus Papam!