Imagem da Semana

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Imagem da semana

A imagem da semana no blog é, na verdade, a “Foto do ano de 2013″, eleita no âmbito do mais importante concurso internacional de fotografias, o “World Press Photo”. Intitulada “Signal”, a foto de John Stanmeyer, dos Estados Unidos, conquistou o prêmio não apenas pela qualidade e originalidade da imagem em seus contrastes de luz e sombras, mas notadamente pela mensagem que traz.

Datada de fevereiro de 2013, a imagem retrata um grupo de emigrantes africanos na costa do Djibouti com seus telefones celulares em punho buscando sinal de rede para se comunicarem com seus familiares. Considerado um local de passagem, o pequeno país Djibouti se encontra no caminho daqueles que, emigrando principalmente da Somália, da Etiópia e da Eritréia, buscam melhores condições de vida no Oriente Médio ou na Europa.

O comentário de Jillian Edelstein, um dos membros do júri que premiou a imagem, resume uma reflexão interessante: “É uma fotografia que está ligada a tantas outras histórias – abre discussões sobre tecnologia, globalização, migração, pobreza, desespero, alienação, humanidade”.

A perspicácia do fotógrafo em registrar uma cena tão cheia de significado traz à tona uma série de temas discutidos diariamente em tantas esferas diferentes, mas que estão intrinsecamente relacionados na contemporaneidade. Neste caso, e em tantos outros, vemos que, de fato, uma imagem vale mais do que mil palavras…


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Reuniao Coreias

Hoje começou uma série de reuniões de alto escalão entre Coreia do Sul e Coreia do Norte realizada na cidade de fronteira chamada Panmunjom. É a primeira desse nível a ocorrer desde 2007 e, pelo que parece, um dos principais temas a serem discutidos é a questão do programa para reunir famílias separadas em virtude da Guerra da Coreia (1950-1953).

Provavelmente, o norte pedirá ao sul a revisão e até mesmo o cancelamento dos exercícios militares programados para ocorrer do final deste mês até abril. Tais manobras contam com a parceria dos Estados Unidos e todo o discurso diplomático dizendo que os testes com bombardeiros não têm caráter provocativo já está na boca dos líderes e porta-vozes.

Colocar um ponto final nas ameaças de ambos os lados parece impossível, mas tomara que resolvam a questão da separação das famílias. Após a guerra, foi estipulada uma Zona Desmilitarizada da Coreia (ZDC) que proíbe o trânsito de pessoas entre os dois países.


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A Imagem da Semana de hoje é muito mais simbólica historicamente do que impactante em si. Trata-se de uma foto em que a recém presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet, planta uma árvore em homenagem à morte do ex-presidente Eduardo Frei Montalva, o mesmo homem responsável pela derrota de Salvador Allende nas eleições de 1964. 

O episódio, certamente um dos maiores exemplos de intervenção do governo do EUA sobre a política na América Latina, só pôde ocorrer graças a uma contribuição das agências americanas com estratégias e o financiamento da propaganda política pela vitória de Montalva.   

Com a posse, Montalva foi o primeiro política chileno a apresentar um projeto desenvolvimentista baseado em empréstimos internacionais, privatizações e apoio à livre iniciativa, exatamente o oposto ao projeto socialista de Allende. O ex-presidente era ainda muito influente durante a ditadura militar chilena, até mesmo quando o líder socialista morreu na cadeia. 

Mas o que tudo isso tem a ver com Bachelet? A presidente atual é uma política de origem socialista, do mesmo partido criado por Allende. A sua homenagem a Montalva é um ato simbólico da convergência das ideias políticas e dos partidos que vêm ocorrendo bastante no Chile. Uma socialista de origem planta uma árvore em lembrança ao antigo rival, algo pequeno diante da política inicial da presidente, que é basicamente a manutenção dos governos anteriores, todos eles baseados no que foi iniciado por Montalva e aperfeiçoado por Pinochet. 

O Chile é o maior exemplo de política neoliberal “de sucesso” no continente, e também exemplo da falta de novas ideias aos socialistas, da falta de alternativas de governo. Nesse cenário, é mais provável que hajam menos embates ideológicos e maior estabilidade entre governos de partidos diferentes. Em muitos casos, até mesmo o perdão histórico de disputas sanguinárias, como foi durante a ditadura chilena o combate entre socialistas e militares.

Bachelet é até aqui, seja nas homenagens ou durante a formulação das políticas de seu governo, o maior exemplo de que deixou-se de lado a política de oposição, e no continente há uma tendência de convergência ideológica, com exceção dos países governados por líderes ainda da “velha esquerda”, como o caso de Venezuela e Equador.


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E a última semana foi marcada por uma situação tão triste no cenário brasileiro que pode ser retratada não por uma foto, mas por uma charge que, ironicamente, apresenta vários elementos contraditórios de um contexto de crise estrutural no sistema político e prisional brasileiro.

Com um título irônico em referência a uma das grandes belezas naturais do país, vemos o luxo da família Sarney, histórica detentora de poder no Maranhão, se contrapor a uma situação de clara violação de direitos humanos nos presídios do estado. A situação crítica vem de longa data, mas alcançou repercussão nacional e internacional após casos de verdadeira barbárie nos últimos dias, cenas impensáveis – e que deveriam ser inconcebíveis – em um país como o Brasil. 


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Fonte: g1.globo.com

Já que terminou o período de festas de Natal e Ano Novo, vale retomar uma bela imagem que ocorreu no último Réveillon. Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, bateu o recorde com a maior queima de fogos durante as comemorações. Ao todo foi utilizado meio milhão de fogos de artifícios nas famosas ilhas artificiais de Palm Jumeirah e The World. 

Tudo foi acompanhado de perto por fiscais do Guinness. Dubai é uma “cidade show” e virou um cartão-postal internacional. Obteve recentemente a vitória na disputa para hospedar a EXPO 2020, considerada o terceiro maior evento mundial em termos econômicos. Por curiosidade, em 2009 conseguiu quebrar outro recorde com a edificação do Burj Khalifa, o maior arranha-céu construído pelo homem. No total, são 828 metros de altura! Mais e mais propaganda para os turistas se impressionarem. 

O espetáculo pirotécnico que durou cerca de seis minutos pode ser observado em vídeo aqui.


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Fonte: Notícias/Terra

Temos nesta semana aqui na Página Internacional uma imagem “presidenciável”. Trata-se de foto divulgada hoje pelo atual senador Fernando Collor em sua página no Facebook. Nela, além do dito cujo, estão a atual presidente Dilma Rousseff e os “ex” José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. 

A foto foi tirada dentro do avião presidencial durante viagem à África do Sul para as homenagens e o funeral de Nelson Mandela, falecido no último dia 05 de dezembro. 

Com exceção de Dilma, que está com feição de intelectual e magistrada, todos apresentam seus colarinhos brancos. FHC, com um sorrisinho neoliberal, Lula “abraçando” Sarney – este com ar de quem não aguenta mais a política brasileira – e Collor, que ainda tenta esquecer 1992, registram um bom apanhado de quase trinta anos de presidencialismo brasileiro.


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Fonte: Carta Capital


Neste mês de novembro ainda não havíamos postado nossa coluna “Imagem da Semana”. Assim, é impossível deixar de mencionar a tragédia ambiental ocorrida nas Filipinas, seja ela o Tufão Haiyan que chegou à velocidade de 315 km/h na costa leste do país. 

Até o presente momento foram registradas cerca de cinco mil mortes, caracterizando o pior desastre natural da história filipina. Organizações internacionais e não governamentais como as Nações Unidas, o Banco Mundial e o Médicos Sem Fronteiras estão atuando para tentar minimizar o sofrimento local. 

Mais de mil pessoas estão desaparecidas e o prejuízo econômico gira em torno de 270 milhões de dólares. Fenômenos climáticos desse tipo são comuns na região, mas fiquemos na torcida para que nunca mais ocorra outro Haiyan.

Fonte: Yann Libessart (Médicos Sem Fronteiras/MSF)


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E a imagem dessa semana representa, na verdade, um importante marco para a política brasileira. Foram celebrados hoje, em Brasília, os 10 anos do programa Bolsa Família [foto], iniciado durante o primeiro governo de Lula.

As críticas ao programa sempre existiram, e certamente sempre há melhorias a serem realizadas (especialmente no âmbito da transparência), mas a verdade é que o Brasil se tornou referência mundial no que tange às políticas sociais de combate à fome e à pobreza. Isso não significa que ainda não existam pessoas passando fome ou em situação de necessidade, contudo o avanço desta última década é inegável. 

O combate à fome e à miséria é o primeiro dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas para 2015 e deve representar uma prioridade para o Brasil na busca de resultados sustentáveis. Espera-se que não apenas a estatística seja aprimorada, mas sim a realidade dos milhões de brasileiros que ainda carecem das mais básicas condições de vida para seu desenvolvimento pessoal e profissional. 


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A imagem da semana não poderia retratar um tema tão importante para nós quanto o primeiro leilão de um campo de petróleo no pré-sal em nosso país. O leilão, bastante polêmico, não poderia deixar de vivenciar momentos de tensão. Ontem, o governo Federal e do Rio de Janeiro praticamente sitiaram o local onde ocorreria o evento, com ajuda do exército. Nada mais preventivo, com a de inúmeros grupos contrários à a privatização da produção do petróleo.

A imagem acima é o cordão de isolamento, formado até mesmo na areia da praia, evitando a aproximação de manifestantes. No entanto, ontem o número de protestantes não justificou a força deslocada pelo governo. Eram poucos, quase insuficientes para retratar a guerra jurídica dos últimos dias entre governo e oposicionistas ao leilão. Foram 25 liminares ao todo, todas derrubadas. 

O resultado final do leilão foi de sucesso, estabelecendo a estatal brasileira Petrobras como a grande vencedora do consórcio, que conta ainda com as gigantes Shell e Total, e as chinesas CNPC e CNOOC. Uma vitória e tanto para os planos do governo Federal, ainda mais na tempestade em que o processo se transformou.

Entre políticos e analistas, há burburinhos indicando que o resultado estava definido há tempos, quadro se é realçado pela desistência em massa de empresas e a vitória tranquila da proposta da Petrobras. No entanto, outros afirmaram que a vitória de tal consórcio foi a melhor das possibilidades. A nós brasileiros, agora resta torcemos e cobrarmos  para que a exploração dessa riqueza traga benefícios ao país.


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Fonte: g1.com


E a imagem da semana não corresponde à Semana das Crianças, nem mesmo à famosa “Semana do Saco Cheio” conhecida nas escolas principalmente por aqueles que vão prestar vestibular. Trata-se de uma figura que simboliza a Semana dos Professores! 

Batman e Zorro, dois heróis que já ficaram conhecidos por estarem sempre presentes nas manifestações no centro do Rio de Janeiro, estampam nossa coluna. 

Talvez só super-heróis salvarão a triste realidade encontrada por professores aqui no Brasil. Mais do que manter o discurso, respeite os seus professores. Sim, faltam salários compatíveis, plano de carreira e reconhecimento profissional. Mas o que mais falta mesmo é respeito para com os mesmos. 

“Os professores abrem as portas, mas você precisa entrar sozinho” Provérbio Chinês